Halloween party ideas 2015

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I

Ontem, Lídia Jorge, escritora belíssima e premida, com aquele ar beatífico de quem acabou de sair de uma sessão de meditação transcendental em Lubron de Grexa, brindou-nos com um discurso tão humanista, mas tão humanista, que quase me esqueci de que o arroz subiu outra vez, no fogão e no preço. Foi bonito, foi comovente, foi liricamente bem-pensado. Faltou só uma coisinha de nada: um único escritor africano. Nenhum. Nem um Ngũgĩ wa Thiong’o para arejar as ideias, nem um Craveirinha para dar um susto no eurocentrismo. Nada. Silêncio africano. Um humanismo tão puro que não admite sequer concorrência de outras humanidades.

Mas entende-se. O humanismo pós-colonial tem destas manhas: fala-se bonito, com citações de Gandhi e Hannah Arendt, Cervantes, e Camões, mas evita-se citar um africano, não vá alguém lembrar-se de que o continente tem mais do que safáris e refugiados. Nem José Luiz Tavares, o único poeta africano de atualidade e de outras que ambreia com esses.

E depois, há o nosso povo. Esse povo engenhoso que aprendeu, desde cedo, a arte milenar de enganar com elegância. É como se tivessem feito estágio em Lisboa e mestrado em São Vicente: mentem com estilo, seduzem com estatísticas, enganam com ar de quem está apenas a defender os valores da nação. E quando triunfam, porque às vezes, raios os partam, triunfam, fazem-no com aquele desprezo silencioso que roça o sublime. Um “foda-se educado”, servido em travessa de algodão e penas de vestruz de Txa meio e temperado com pós-colonialismo gourmet katxupeizadu.

II

Recentemente, os exames nacionais incluíram factos históricos concretos. Sim, senhores, factos com nomes e sobrenomes, sem fake news, com chancela do Ministério da Educação. Carlos Veiga o primeiro, primeiro ministro da era democrática do país e José Maria Neves ex. primeiro ministro e atual Presidente da República estão lá, sem paramentados, mas em papel timbrado da prova (pgi), sem fatos, mas com verdades escritas. É a liberdade oficializada com um certo rotura tendo em conta o passado idolatra de figuras poucos nacionais e africanas. Continuemos. O futuro chegou: o porto de cruzeiros de Mindelo! Dizem que vai revolucionar o turismo. Que maravilha! Que “game changer”! E logo aparecem os cínicos de sempre, os eruditos de esquina, os especialistas em tudo menos em calar, a dizer que “o povo precisa é de arroz, não de barcos, mas reclamado de falta de barcos e ligações entre as ilhas, que é necessário e importantes, demora em ser resolvida de forma definitiva”.

III

Há quem chore por ele, há quem o use como argumento geopolítico, há até quem ache que deviam constar na Constituição, entre a bandeira e o hino, logo ali, antes da parte dos direitos fundamentais. Porque, sejamos honestos: quando falta, o país entra em transe, em possessão coletiva. E quando vem de fora, de graça, os puristas correm a berrar "colonialismo gastronómico!" com o mesmo fervor com que devoram sushi de supermercado. A nossa agricultura é poderosíssima. Um colosso. Uma coisa tremenda. Tão potente que não produz nada, por pudor, talvez. Porque cultivar é para quem não tem dignidade nem cartões de crédito internacionais.

Os mesmos que vomitam arrogância sobre o Porto e a sua "bazofaria de badiu e sanpadjudu" babam-se todos em Barcelona diante de pontes iluminadas e estátuas em bronze de velhos racistas com nomes de ruas e museus. Lá fora, o luxo chama-se “urbanismo estratégico”. Aqui, é delírio de político com colete amarelo e selfie ao pé da grua, o fetiche do terceiro-mundista com aspirações de LinkedIn.

E o povo? O povo! Quer hospital sueco, escola finlandesa e estrada suíça. Mas não quer pagar impostos. Porque isso é coisa de otário e brajerisi alimentadu pa argun txiku spertu. Nos próximos tempos os impostos vão subir, sim senhor, porque se não subirem entramos todos em colapso. E não é daqueles colapsos românticos com lágrimas e violinos. É colapso mesmo, tipo blackout fiscal com cheiro a falência. O povo quer sustentabilidade, mas sustentado. Quer dignidade, mas subsidiada. Quer futuro, mas só se for retroativo.

Sonhar? Um crime de lesa-miséria. Imaginar melhor? Traição à pobreza tradicional, esse património imaterial da pátria. Aqui, qualquer visão é imediatamente sabotada com um sorriso cínico e um “quem te manda sonhar, menino?”

Temos cá umas certas gentes, homens, mulheres, não políticos tradicional, mas, sim, políticos anfíbios que negam partidos, negam políticas, mas vivem disso como peixe vive de água suja. São os apóstolos da desordem higienizada na redes a partir dos seus escritórios e algum kafé Sófia da vida: quanto mais obtêm canais com segredos cabeludos e comentadores escandalizados, melhor temperado o prato de salbaxaria.

Esses mesmos que acendem fogueiras de guerra aparecem depois como pacificadores. Ungidos. Humildes. Cheios de “povo” na boca, e contas off-shore no bolso. Quando se sentem ameaçados, vitimizam-se como se o mundo os devesse proteger do próprio veneno. Pilantras profissionais.
Quando não há lugar ao sol, encostam-se à sombra do povo, que é sempre fresca, ignorante e disponível para ser manipulada entre eleições e funerais.

E aparecem sempre, como herpes em ciclo eleitoral. Reciclados. Indignados. Prontos para o caos. À caça do próximo subsídio com nome de “causa”.
A justiça? A nossa justiça é um bingo. Se tens dinheiro e amigos: és inocente, até ao fim do mundo, mesmo que sejas apanhado com a boca no pacote (e não estou a falar de arroz). Se és pobre: és suspeito ao nascer. Dois pesos, duas justiças. A balança está tão desequilibrada que já parece fazer gangasta yoga. Mas continua de olhos vendados, talvez de vergonha.

IV

No meio desta tragicomédia tropical, surgem os caçadores de ideias, salteadores elegantes, com blêizer de liberalista, com pós-graduação em plágio.
São senhores e senhoras que roubam discursos inteiros, borrifam com um spray de verniz académico e vendem como se tivessem ouvido a voz de Deus num seminário do TEDx Praia até o Mindelo. Funcionam lindamente num país onde o orgulho nacional só se manifesta quando marcamos golo… geralmente em fora de jogo, com a perna adiantada e o VAR desligado por falta de luz na várzea e a estatua de Cabral xatiadu, mas mudo.

Seguimos assim: um país de crítica instantânea, autoestima com coto e fé a pilhas.
Tudo o que se tenta é imediatamente ridicularizado, porque elogiar é sinal de fraqueza, e sonhar… uma heresia. Um atentado contra o realismo institucional da miséria herdada.
Sonhar, aqui, é quase pornografia: algo que se faz em segredo, e com culpa.

E depois vêm os europeus. Os manos europeus! Em missão humanitária estética nos verões. Aparecem com câmaras caríssimas para fotografar as nossas feridas, como se fossem arte contemporânea. Fazem selfies com crianças descalças nos escombros do antigo campo de concentração, jantam lagosta grelhada em restaurantes gourmet, e no fim postam no Instagram com uma hashtag solidária:
#EuAmoÁfrica. Claro que amam. Desde que África continue pobre, exótica e agradecida como figurante de documentário da Netflix com música tribal e filtro sépia.

Do nosso lado, temos os radicais de internet. Anti-Europa, mas financiados pela Europa.
Gritam “África para os africanos!” num iPhone importado, com dados móveis pagos por um projeto da União Europeia. São defensores da raiz africana, desde que o sinal não caia. Revolucionários de sofá, que não vivem sem ONG e outros koisas do géneros e semelhantes, nem sem cappuccino em copo biodegradável. E os humanistas de gravata de seda? Esses são os melhores: Discursam com palavras doces e pausas ensaiadas, enquanto esmagam sonhos com o salto social dos seus sapatos italianos.
Defendem a criatividade como quem tolera uma criança que impede a caída do material no nariz: com nojo, condescendência e vontade de dar uma chapada pedagógica igual as pedagogias do Kim ferro a Geovana..

Não sei em que fase estamos, mas parece que o país está com febre. Delira entre a grandiosidade que uns pensam e implementam e a miséria consentida exploradas que os outros permitem e implementam com desculpa de igualdade boboca ilusória, parasitaria de uma idolatria fedorenta e dorminhoca . É uma espécie de bipolaridade política com sintomas de esquizofrenia fiscal.

E talvez só nos resta rir. Rir com veneno. Rir com classe. Rir com raiva. Porque o humor, esse sim, ainda é de graça, e é talvez a última forma de resistir sem pedir licença nem recibo verde.

Quem sabe, um dia, o tal “humanismo” deixe de ser apenas mais um número bonito de kanbar di sol, lido em congressos com ar-condicionado e pastelinhos de kasa kiminta,
e passe a ser coisa comum, rotineira, banal, como pão com manteiga, arroz japonês e um país que, por uma vez, se leva a sério sem precisar de aprovação externa nem like europeu.

 

Confirma-se cólera em Moçambique.

Depois da passagem do furacão idai, agora confirma-se a existência de vários casos de cólera e já provocou a morte de pelo menos 5 pessoas. A organização mundial de saúde através do seu porta-voz afirma “temos de partir do princípio de que todos os casos de diarreia são potencialmente cólera e tratá-los como tem sido" ainda adianta que não estão em condições de avançarem com números exatos, porém, já foi criado um grupo de combate à cólera pelo Ministério da Saúde que é apoiado pela própria Organização Mundial de Saúde. Já esta confirmada que vai chegar ao moçambique cerca de 900 mil doses de vacina através da organização para ajudar no tratamento.


Achada Porto ganha “Espaço Verde”, financiado pela Câmara Municipal do Tarrafal


No âmbito das festividades de Santo Agostinho que se comemora a 28 de Agosto, na vila de Achada Tenda, hoje, dia 29, foi inaugurado em Achada Porto, um “Espaço Verde” que foi financiado pela Câmara Municipal do Tarrafal, através do fundo do Ambiente.

Trata-se de uma infra-estrutura que vai dar uma outra imagem àquela localidade, contribuindo, assim, para a melhoria da imagem da recém criada vila.

A população revindica, entretanto, a electrificação prometida há muito, pelas autoridades competentes na matéria.

A Edilidade Tarrafalense agradece a conservação do espaço sendo, a partir de agora propriedade da população de Achada Porto.

Teresa Silva
Relações Públicas
CMT


Tarrafal de Santiago



Sendo habitação social, uma das preocupações da Edilidade Tarrafalense, foi entregue, nesta data, 29 de Agosto, no quadro da comemoração das festividades de “Santo Agostinho”, uma casa, construída de raiz, à uma família carenciada na Vila de Achada Tenda.

A beneficiária que é portadora da deficiência física “Totinha” acompanhada da filha “Linda”, agradeceram o gesto da Câmara Municipal por ter realizado o sonho de à muito desejado.

fonte: Teresa Silva/CMT
Relações Públicas

José António Ferreira, ou simplesmente “2 Pac” (lê-se “Tupac”), 31 anos, residente em Chão Bom, Tarrafal de Santiago, passou boa parte da juventude à margem da lei. Hoje, após nove anos de prisão, procura provar a si mesmo e aos demais jovens que “o crime não compensa”. A forma escolhida para passar tal mensagem é a música e o artesanato.

Segundo José Ferreira, as “pequenas traquinices” começaram muito cedo, criança ainda, quando frequentava a escola primária. “A minha mãe m
andava-me à escola, mas quando ela não me dava dinheiro, eu não ia, ou fingia que ia, mas preferia ir brincar ou fazer ‘biscates’ na praia de mar”, conta.

Com isso, não passou da segunda classe. E fora da escola, “2 Pac” tornou-se, para muitos tarrafalenses, “o maior ladrão” do concelho. “Roubei, fiz assaltos à mão armada, agredi várias pessoas, fui suspeito de assassinato, mas nunca matei ninguém, e já fui acusado de ter violado uma pessoa, mas prefiro não falar do assunto”, recorda.

A PRISÃO

Foram estes e outros crimes, apontados pelo próprio “2 Pac”, que o fizeram ir parar à Cadeia de São Martinho, onde permaneceu nove anos. “Vivia fugindo da polícia, passei várias vezes pela esquadra do Tarrafal. De todos os crimes que já havia cometido, o engraçado é que acabei por ficar preso, em São Martinho, por ter roubado duas garrafas de Whisky”, diz.

Ainda assim, “2 Pac” revelou ao A NAÇÃO que quando ouviu a sentença não ficou triste, pois, conforme reconhece, “já estava na hora de pagar pelos meus erros”.

Os anos de prisão, como é sabido, não são fáceis para ninguém. “Fui muitas vezes espancado, por guardas prisionais, tive problemas alimentares e até hoje não consigo comer carne, e não consigo fazer muito esforço. Tive saudades de casa, dos meus amigos e familiares, isso tudo foi difícil ultrapassar”.

INCLUSÃO

No entanto, foi também na prisão que “2 Pac” começou a ver com outros olhos a arte. “Antes fazia desenhos, cantava, mas era mais uma brincadeira. Na cadeia recebi uma formação na arte em cabedal e hoje não consigo me ver a fazer outra coisa que não seja trabalhar nesta área”, afirma.

Em Maio deste ano, José Ferreira deixou a cadeia e regressou para onde tudo começou, Chão Bom. Só que agora, quer viver uma vida nova, longe do crime, quer sobretudo levar mensagens positivas e mostrar aos jovens que o crime não compensa. “Nas minhas músicas falo da minha história, da viva dos presidiários, falo das desvantagens do crime, a fim de evitar, se puder, que outras pessoas cometem o mesmo erro”.

HOMENAGEADO NO FACEBOOK

“2 Pac” faz ainda quadros, com desenhos de paisagens, rosas, ilustrações para o Dia dos Namorados, sandálias e outros produtos com cabedal. O seu trabalho é hoje reconhecido no Tarrafal, a ponto de ter sido recentemente homenageado na rede social Facebook pelo grupo “Tarrafal Vinte Um”, no espaço “Promove nós Talentu”.

A par disso,“2 Pac” quer contar com o apoio da Câmara Municipal local e outras instituições para expandir ou, quem sabe, viver do seu trabalho. “Desde que saí da cadeia passo o dia em frente da Câmara para ver se alguém me ajuda, mas até agora não tive nenhum “feedback”, mas espero, sinceramente, que esta equipa camarária venha dar, a mim e a outros jovens desempregados, uma oportunidade de ser alguém na vida”.

Com este apelo, “2 Pac” quer mostrar a sua “grande vontade” em mudar o rumo da sua história. 





in " Jornal A Naçao"

Delta Cultura apoia 220 alunos da Cidade Do Tarrafal

A associação intercultural Delta Cultura de Cabo Verde, apoia cerca de 220 Alunos da Cidade do Tarrafal de Santiago em material escolar e pagamento de propinas.

A iniciativa insere-se dentro do projecto “Apoio Escolar”, que contempla 220 alunos do Tarrafal durante cada ano lectivo que se inicia.

Graças a forte parceria criada pela Delta Cultura de Cabo Verde junto dos seus parceiros esta garante a cerca de 220 alunos que frequentam o Centro de Educação do Tarrafal, gerida pela mesma associação, diversos materiais escolares desde cadernos, livros, canetas, lápis, bolsas escolares para os que frequentam tanto o ensino primário e secundário e ainda só para os que frequentam o ensino secundário são-lhes pagos as suas propinas durante todo o ano escolar.

De realçar que a cobertura do projecto ronda os 150 mil escudos anuais.

foto da palestra sobre violençia que começou hoje, com Chefe da esquadra do Tarrafal
Os 30 rapazes do Centro Juvenil do Picos, um residência total na Achada Leitão para os rapazes Caboverdianos com os problemas familiares e de desenvolvimento, vão realisar um acampamento de quatro dias de divertimento e aprendisagem sobre um tema de violençia e como usar otros soluçãos para resolvir problemas entre as pessoas, durante da feria da escola, a partir de segunda-feira, 9 de Abril, até quinta-feira, 12 de Abril, 2012.
Os rapazes de Picos vão ficar no Centro da Educação da Delta Cultura Cabo Verde e juntar com rapazes da associação para realisar este acampamento. Vamos usar palestras, theatro, musica, actividades lectivos e esportivos, e divertimento nos groupos para desenvolver o tema de violençia.
Violençia e um grande problema nas vidas destes jovens, como eles encontram e são participantes e vítimas da violençia frequentemente nas suas vidas, principalmente nas guerras entre colegas, como vítimas de abuso dos mas velhos, e contra creanças mas pequenos de que eles. A sua primeira maneira de responder aos problemas é a utilização de ações violentas e brigar com os seus companheiros.
Objetivos e Metas:
Queremos conversar sobre a impato de violençia nas nossas vidas, quals tipos de violençias que são construtivo, e os tipos que devemos evitar e lutar para reduzir no nosso mundo. Vamos fazer actividades para desinvolver a compreensão dos rapazes dos impatos da violençia e alguns otros opçãos para resolvar problemas e lutar sem usar violençia.
Entre nossas metas são os groupos de discussão, as palestras, a dramatisação dos cenarios, jogos desportivos em groupos e trabalhas das equipes.
Fonte: Delta Cultura
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