Halloween party ideas 2015

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Talentoso grupo de teatro de nome Komikus Tarrafal fundado pelos atores Anilton Levy, Elves Cardoso e Isaías de Pina, já conta com mais de sete anos de existência, tem feito atuações recorrentes com peças da própria criações na cidade de Tarrafal, o último ‘show’ foi no mercado de artesanato e cultura de Tarrafal em que encheram completamente o espaço, aliás, foi a primeira vez que um grupo de teatro local abarrotou um espaço cultural com pessoas de Tarrafal. 

Actualmente eles têm gravado peças de vários temas, desde alcoolismo, sátira política e problemas de família sem deixar de lado o humor que é a principal característica do grupo. Neste momento eles estão a preparar a terceira secção da série presidente kasta III. 
Neste mês de março que também é mês do teatro deixamos aqui uma peça produzida por eles de nome konkistador bakan.

Sabendo que o desemprego em cabo verde é um dos fenómenos que os sucessos governos têm lutado na sua diminuição ao longo dos tempos, tem sido uma realidade que encomoda Jovens Cabo-verdianos que procuram tirar partido da Internet para fugirem ao desemprego

Umas das várias formas de debelar o desemprego que os jovens Cabo-verdianos tem estado a experimentar e usar como emprego é ser um youtuber. Em outras partes do mundo essa actividade gera milhões de dólares como o exemplo de Estados Unidos, Brasil, Canada, França, Reino Unido e quando é bem feito consegue-se ser bem sucedidod em pouco tempo. Clique aqui vão saber um mais sobre esse assunto https://www.oficinadanet.com.br/…/13911-os-10-maiores-canai….
Em Cabo Verde ser youtuber é um actividade recente e muito procurado pelos jovens, no entanto, a rentabilidade é muito baixa. Ser youtuber é uma actividade demasiado ariscada para uma pessoa se afirmar como seu fonte de rendimento e emprego, por outro lado tem a questão do preço de internet que é muito alto e que interfere directamente no acesso de milhares de pessoas a rede em Cabo Verde.
Cabo Verde tem muitas pessoas que têm feito carreira nesta área, porém, destacamos o youtuber Anilton Levy AJ que há mais de dês anos tem trabalhado ligado a internet e agora tem assumido com um youtuber.


Na idade criança era uma espécie de Charlot. Sem conhecer este astro da Cinema mudo, fez teatro no Jardim, Escola até fundar Kômicos de Tarrafal, muito mais do que isso, andou pelas ilhas, foi para estrangeiro e voltou. Voltou determinado a ser uma figura pública num pequeno mundo da sua cidade de Tarrafal, se foi ou não se sabe. Mas a sua alma continuava irrequieto.
Continuou a fazer a arte do seu ídolo Charlot. E quando menos esperava já tinha sido um dos atores amadores mais idolatrado na companhia teatral Tikai. Convite feito pelo próprio João Pereira que ele até hoje agradece profundamente.
Os seus amigos de infância o caracterizam de “terrível”, por saber matemática como poucos, mas ainda, mostrou o quanto é terrível quando interpretou o papel de Rapasinhu Ntentado.
Entrevista de Anilton Levy
Seus amigos dizem que na idade criança tu eras “terrível”, diga-nos quem es tu, afinal?
R: Realmente eu era e ainda sou um espécie de tudo incluído. (ehehe), como desse a Élida "ora doxi, ora margos". Da minha infância guardo muitas cicatrizes, não gosto de tirar cabelo no zero porque é debaixo do cabelo que guardo a maioria delas. O que sou hoje? O que sou hoje é fruto de tudo que adquiri ao longo do meu passado...



Então diga-nos quem é o verdadeiro Anilton Levy?
R: Não sei definir, gosto do silêncio, achei na poema uma forma de desabafar, estou entre os versos, sinto-me realizado quando realizo o desejo dos outros, amo partilhar tudo que é gratuito, como o sorriso... gosto de ouvir rap, ler pensamentos de Charles Chaplin.
Como foi o seu encontro com o teatro?
R: Acho que sempre fui ator, quem na sua infância não brincou "mama ku papa", isso para mim é também teatro, sempre fui filho, e sempre achei engraçado essa brincadeira, sem saber que estávamos a representar, tudo era natural.
Também lembro-me de inúmeras vezes que íamos ao "monte ventoinha", para batizar bonecas, não sei se as crianças de hoje fazem isso, mas isso fezia-me muito feliz.
o teatro com todos os seu elementos, incluindo palco e público, começou na escola, com os meus amigos, ja fui Franki, Frangote, Pirikote.
Entre as várias personagem que já interpretaste, qual é que mais lhe tocou, e se identificou com o seu eu?
R: Pirikote e Rapazinho Intentado, essas duas personagens são parecidas, embora ter incorporado R.I. 3 anos depois do Pirikote.
Quem viu o filme Rapazinho Intentado e viu a sua apresentação no palco, de certeza notou diferenças, o teatro no palco é mil vezes mais interessante, melhor, o teatro so é teatro quando temos palco e público, dá-me mais gozo de representar, sinto-me mais livre no palco.
Como é que se deu o seu contato com o João Pereira (Tikai)?
R: Eu comecei a fazer filme com os meus primos, Elves Cardos e Isaías de Pina, com o tempo fundamos o grupo de Komikus Tarrafal, tudo na base do improviso, fazíamos as nossas cenas sempre acompanhado de uma câmera, gravamos algumas peças que depois publiquei no YouTube, começamos a receber feedback, a maior parte vinha do estrangeiro, isso deu-nos forças para continuar.
O primeiro encontro com o João foi no Tarrafal, ele tinha uma apresentação, me reconheceu, pois tinha-me visto no Komikus Tarrafal, disse que gostou da nossa forma de representar, ouvir isso de uma pessoa como o Takai, foi algo memorável... ele falou do seu projeto de gravar em Cabo Verde e na possibilidade de eu gravar com ele, e não é que isso realizou.
Entre os dois, chegaram ao ponto de disputarem a popularidade?
R: Penso que não, sempre trabalhamos em equipa, teatro é isso, um trabalho de equipa, orientamos uns aos outros de modo a melhorarmos a nossa apresentação e performance, para além disso criamos um laço de amizade, o que foi importante para o nosso crescimento e maturidade, respeito acima de tudo.
Como é que classificas o teatro da companhia de Tikai?
R: Talves seja um teatro simples, mas é um teatro com muito amor. Amor, amor, amor, pelo menos é o que sinto quando estou no grupo, e se ainda hoje estou é graças a esse amor, sinto que o público sente isso também.
Concorda com os que classificam este tipo de teatro de pouco educativo e zero de intelectualidade. Sim ou não porquê?
R: A questão de ser educativo ou não, é so ver para a sociedade cabo-verdina, os tema que o grupo aborda vai ao encontro do que é a nossa sociedade, e sempre no fim fica uma lição do caminho que achamos correto seguir... a questão de ser intelectual ou não, continuo a dizer que é simples, pelo simples fato de não querer complicar a interpretação do publico, pois queremos contribuir pela mudança de comportamentos e não podemos ser complexos, pois isso só complica, o povo quer rir e esquecer os problemas, e se podemos fazer isso e ainda transmitir exemplos positivos, será sempre bem vindo.
Que significado tem a palavra “chulamakai”?
R: Pergunta Tikai, eheh
“O teatro é um meio muito eficaz de educar o público; mas quem faz teatro educativo encontra-se sempre sem público para poder educar”. Frase dito por E. Jardiel Poncela. Esta ideia vai de encontro com as vossas aspirações artísticas a nível desta área? Achas então que o público não quer ser educado?
R: O público não quer ser saturado, o Teatro pode transmitir valores, educação está presente em tudo, mas também em tudo existe falta de informação e de saber aproveitar o lado bom das coisas.
Concorda que o teatro de Tikai veio dar ênfase ao que chamamos teatro de Santiago em detrimento do teatro de São Vicente feito pelo Joao Branco?
R: Vejo grupos apresentando as nossas peças, e isso corresponde a dinâmica que o nosso grupo trouxe para o teatro. Para quê falar de São Vicente, se posso falar de Santo Antao, e dizer que o grupo Juventude em Marcha é o melhor grupo de teatro cabo-verdiano. Temos que reconhecer que o trabalho que o Joao Branco tem feito é brilhantemente notavel, não atrevo a comparar, cada um faz o que sabe fazer e creio que cada um faz o seu melhor.
Quais projetos você está realizando e quais pretende realizar?
R: O projeto que mais me deu orgulho de poder fazer parte é Despertar, aproveito para agradecer ao Mario Loff, pelo contributo que tem dado, acredito que o projeto ainda tem pernas para andar... Outros projetos, ainda acredito que um dia vou pegar o meu livro de poemas na mão.
Onde e como começou o teu fascínio pela tua arte?
Costumo dizer que tudo começou na escola, a influência vem desde as minhas primeiras redacções ou composições que a professora obrigava-me fazer, pois não gostava muito de o fazer. Se na infância fazia composições, hoje eles tornaram poesias. E nem veio de nenhum Shakespeare, nem Fernando Pessoa, mas dos meus colegas mais próximos, que escreviam, motivaram-me a fazer, e hoje esta sendo meu lado e o meu outro lado.
Consideras um “romanticão”?
R: Se sou um poeta romântico ou não, a resposta esta nos meus poemas.
Como é que age com os seus colegas de palco?
R: Gosto de estar no palco, gosto de ter confiança dos meus colegas de palco, agora lembro da apresentação de KT em Trás di Munti, se não fosse o improviso, o talento, o saber responder ao improvável, ficaríamos todos a rir e o público nos daria com pedras, mas não, os meus companheiros são os melhores do mundo, e não me lembro de outra passagem que superou a peça de Trás di Munti,
Quem escreverá a história do que poderia ter sido o irreparável do meu passado, disse o Fernando pessoa ... se em algum momento do tempo recuasses, o que mudaria neste seu passado?
R. Acho que se eu mudasse alguma coisa não estaríamos aqui a falar do que estamos a falar agora.
E eu não seria o que sou hoje. Única coisa que quero mudar é melhorar o mundo, mas isso nem o Jesus Cristo conseguiu, imagina eu...
Qual e a sua opinião em relação a este novo reavivar da literatura na cidade de Tarrafal?
R: Penso que tem que dar espaço as nova geração, cada dia surge novos personagens no mundo poético, e muita das vezes a grande maioria está em silêncio. Penso que tem que se quebrar o padrão que existe, pensamento de que tem um modelo único para poesia, e ver a coisa numa outra dimensão, de liberdade, de novo, moderno, e reinventar.
Na poesias que mais te inspira?
R: Inspiro em tudo que vejo e sinto, do homem que sofre, do homem que maltrata... da mulher amada, da mulher odiada, da criança que sorri, da criança que chora, escrevo quando o meu povo está alegre, escrevo mais ainda quando o meu povo está triste.
Achas que poesia é uma cousa perdida ou é uma solução quando os homens param de falar da economia?
R: Poesias é a salvação do homem, da alma, triste é o homem e um país sem poetas e poesias.
O que dirias aos jovens que pretendem entrar na área poética e teatral?
R: Que entrem com amor, pois sem amor, não irão longe.
Como gostaria de morrer?
R: Não gosto de morrer
País preferido?
R: Cabo Verde
Obrigado pela entrevista
Provacultura


 desafio foi alojado na rede social Facebook. O autor pediu aos amigos que lançassem o mote para temas de poemas e, num ápice, a luz irrompeu pela noite adentro, durante 5 horas de entrega à linguagem poética

Estava para ser um livro impresso, mas todos sabemos como as coisas funcionam por cá. Sem mercado livreiro, sem editoras que apostem em novos autores, com as autoridades públicas virando costas à Cultura, aos jovens, corrido o calvário de bater a várias portas que se não abrem, resta o espaço mais democrática e de massas alguma vez inventado pela Humanidade: a internet!
Anilton Levy, jovem poeta do Tarrafal de Santiago, alojou o seu livro no próprio blogue (ver link) para “apreciação do público”, segundo diz, que é “fruto de um desafio, um desafio entre o poeta, o leitor, a inspiração e a noite”.
Aliás, é ainda o próprio que nos explica, o livro nasceu do seu desafio feito numa rede social: “tudo começou quando escrevi um ‘status’ no meu Facebook, desafiando os meus amigos a me desafiarem com temas para escrever poesia, poesias essas que tinham que ser feitas na mesma noite”. E o desafio excedeu expectativas, porquanto “foram propostos sensivelmente 31 temas ou títulos, daí pra frente o desafio passou para o poeta, a inspiração e a noite, foram 5 horas de arduo luto com o meu interior, tentado satisfazer-me e supostamente ansiar atingir suavemente a sensibilidade do leitor, procurando descobrir o porquê dos referidos temas, ser autor e actor para alcançar o fim e alimentar da sua magia, sim, às vezes é preciso ser mágico, para ir tentado bruscamente aproximar do inatingível”…
A obra daí resultante espelha o quotidiano de muitas pessoas, os sentimentos, as revoltas, as frustrações, mas também os laços e a fraternidade que as une nesse abraço maior que a quietude da noite sempre aconchega às almas agitadas das nossas tormentas. Vale a pena espreitar esta “Noite de Luz”: http://aniltonlevy.blogs.sapo.cv/

fonte: Liberal

Jovens de Tarrafal (Comicos Tarrafal) estão a precisar do seu apoio, do seu voto.
Concurso Video Kul
o video foi feito com objectivo de devulgar talentos , segundo os participantes, caso virem a ganhar, o premio revertirá em compra de equipamentos para montarem um espaço onde possam produzir mais videos, filmes, video clips, etc. contudo continuar a divulgar jovens talentos.

Para votar é basta ter uma conta no Facebook, ir até o video "Dexan bebi KUL" e por gosto/curtir/like

Votar Agora

Poema: Juntos por Tarrafal



ka ta inporta si bu ta bisti verdi ou amarelo
(nos areia é amarelo, nos ramu coco é Verdi mas djuntu es poi nos Tarrafal fica mas bunitu)
ka inporta si bo é bunitu ou feio
si bo é altu ou baxu
femia ou maxu

juntos por Tarrafal
realizando sonhos
sonhando mesmo diante dos pesadelos
de braços aberto,
de maus dadas
juntos por Tarrafal
acreditando mesmo chorando
lutando com os pés firmes no chão

Djuntu
na bran-bran
djuntu na katisa
djuntu sen prigisa
djuntu nos cultura ten ki avansa
nos disportu ka podi fika pa tras
nos criança é sperança
djuntu nu ta reza pa txuba alegra nos canpones
djuntu 3 por dia ka podi falta na kasa di nun familia

djuntu por Tarrafal
ku pé na txon, mó na redi
ou ku mó na inxada
djuntu por Tarrafal
ku mó na microfone
ou ku sulada maradu na koxa
dexa mudjeres da ku tornu

ka inporta si bo é licenciado, mestrado, ou doutorado
Simplicio dja fazi txeu pa Tarrafal...

 Juntos por Tarrafal, porque queremos um Tarrafal melhor
e se juntos caminharmos teremos um Tarrafal melhor

por: Anilton Levy

Fanzine de Poesia e Banda Desenhada

Vai ter lugar, no próximo dia 25 de Julho de 2012, pelas 18H30, no Café Palkus do Palácio da Cultura Ildo Lobo (Praia – Cabo Verde), a apresentação do fanzine* de Poesia e Banda Desenhada “Banda Poética”.

Este fanzine pretende divulgar o talento (em Poesia, ilustração e Banda Desenhada) de jovens autores cabo-verdianos, assim como incentivar o gosto pela Banda Desenhada em Cabo Verde.
“Banda Poética” é um projecto colectivo livre, que nasceu na cidade da Praia durante a Feira de Poesia e Banda Desenhada e os seus autores têm entre 22 e 29 anos.

O evento contará com a participação de todos os intervenientes deste projecto colectivo: a editora (Inês Ramos), os autores (Anilton Levy, Álvaro Cardoso, António Lopes Teixeira, Sai Rodrigues, Flor Porto e Heguinil Mendes) e o artista plástico Bento Oliveira, do Gabinete de Artes Plásticas da Direcção Nacional das Artes.
A apresentação do fanzine estará a cargo do escritor e artista plástico Abraão Vicente.

Durante o evento haverá leitura dos poemas incluídos no fanzine e estarão expostos os originais de todos os os desenhos e BD’s.



confirma presença
O que é um fanzine?

A palavra «fanzine» está registada no Dicionário da Língua Portuguesa 2003 da Porto Editora e significa «revista periódica publicada geralmente por jovens amadores sobre temas como a banda desenhada, o cinema, a música ou a ficção científica».
O termo vem do inglês «fanzine» (de fan+magazine): abreviação de "fanatic magazine", mais propriamente aglutinação da sílaba inicial de "fanatic" com a última sílaba de "magazine" (revista).
Fanzine é, portanto, um magazine editado por um fã (de alguma coisa).

A Biblioteca Municipal em parceria com ator de teatro popular Anilton Levy, vem desenvolvendo um projecto designado de "DESPERTAR" em que um dos objetivos é o ensinamento do teatro popular junto das crianças de Jardins infantil no Conselho de Tarrafal.

Os ensinamentos baseiam-se sobretudo, na imitação de histórias contadas dos Livros de histórias infantil através de leitura ou cultura geral, para despertarem nas crianças o habito de leitura e o interesse para o livro tendo em conta que esse ensinamento deriva através de ensino do teatro.

Nessa primeira fase, o projecto irá abranger todos os jardins infantil do conselho, e na segunda fase irá abranger os alunos das escolas primárias e alunos das escolas secundárias do Tarrafal.

Continua...

por: Mario Loff


Clica na foto para ampliar:




Anilton Levy leva o galo para casa
"Mata-Galo" é um evento típico de Tarrafal realizado sempre em domingo de pascoa, conta sempre com muitos publicos e curiosos, que deslocam para praia de areia branca de Tarrafal para ver esse que já se tornou marca de Tarrafal.

Esse ano 2012 o galo foi "matado" por Anilton Levy, um jovem de Tarrafal, actor e poeta, desafiou a si mesmo que ia ganhar e o fez, e hoje ganhou mais um apelido: "matador de galo"


- A sensação de estar na arena, incomoda, você quase não ouve nada, pois puseram-me algodão nos ouvidos, é escuro, o laço que mi marraram nos olhos, da-me a sensação de nada, pânico, eu tentei controlar-me através do vento, você fica sem saber onde ir, pois antes de partir pegaram-me como que dança valsa, giraram-me e mi derrubaram no chão... Mas diante de toda dificuldade, esquece que só tinha 2 minutos, e que a distancia era um pouco alargada, com pouca sorte vence. Uma dica: Quando estas no caminho certo o grito do publico é mais forte - disse Anilton Levy

Havia mais um galo, mas ninguem o soube matar, o sol dezapareceu no horizonte e o jogo deu-se "Game Over"

Em Tarrafal, no extremo norte da ilha de Santiago, Cabo Verde, surge nova promessa da poesia local.
Anilton Levy Jorge Lopes Souza Levy, vencedor do segundo lugar do Concurso Internacional de Poesias – Inspirações do Século XXI, realizado pelo jornal cultural o Tempo Ética, com apoio do ICL, versa sobre a sua bela poesia “Deus da-nos tchuba”.


Sentindo a grande necessidade do povo da ilha de Santiago em ter chuvas para amenizar a constante seca, mesmo apesar do contorno do oceano Atlântico, os ventos alísios enviam sempre a umidade para as Caraíbas, deixando toda a gente a pedir a Deus o envio de chuvas. No período da seca caboverdeana surge a desesperança do povo com a falta d´agua, as plantações que podem não vingar, a fome aguda e a confiança em Deus na preservação da vida o levaram a compor este poema pedido de todo o povo para que as chuvas voltem a correr pelas serras, amenizando o calor, postergando a sede e irrigando as roças de milho, feijão, mandioca, batatas, abóboras e proporcionando o verde da relva nas encostas.

Diz-nos ainda que reuniu sessenta de seus poemas e editou uma brochura para presentear os amigos com os seus prosaicos versos e reclama do atual contexto do turismo que se apresenta neste momento em que Cabo Verde se preparar para dinamizar este item da economia e dar um maior alento aos seus cidadãos. Os turistas que aqui chegam não têm o hábito de apreciar a comida local e acaba forçando os restaurantes a servirem às internacionais batatas fritas.

Deus danu txuba
Por Anilton Levy (AJBOSS)

Alimenta nha povo ku bu agu
Modja txon,
Kaba ku ês cunfuson
Di bo é di grasa
Bem kaba ku ês disgrasa

Batiza Cabo Verde ku verdade
Inda nu sta num país xeio de promesa
Bem kubri nha tera de verde
Tempo pasa mas sufrimento inda ka pasa

Dja sta bom di injuria
Gota gota intxi nos alma
Sara nos tristesa
Disperta nos nocentesa

Dexa-el kori ladera
Kori ku es dor
Dexa-el txiga na nos

Poi dixi di céu, kel ki na terá sta sukundido
Dexa sol brilia di dia
Dexa lua brilia di noti
Bana nos calor ku bu bento
Mata nos sedi ku bu agu

“Injustiça de mundo fez de mim um poeta,
Dor dos cabo-verdianos por dentro, são as minhas lágrimas por forra, e
tento desabafa-las em cada traço da minha caneta…”
fonte:Instituto Cultural Lusófono

O jovem Tarrafalense Anilton Levy, juntamente com o grupo Raiz de Cabo Verde (Tikai), gravaram a peça teatral Rapazinho Intentado, Anilton Levy, vestiu de rapazinho intentado para dar vida a musica de Nha Nacia Gomes. A peça fala do problemático gravides precoce, e serviu também para homenagear Nha Nacia Gomes, a peça também contou com participação do tarrafalense Elves de Cardoso (dançarino na peça).
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