Halloween party ideas 2015

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A câmara municipal de santa Catarina pondera processar o conhecido artista musical Zé Spanhol que estava confirmada como cabeça de cartaz para atuar no dia 13 de maio dia do aniversário da elevação de santa Catarina a categoria de cidade. A questão desta confusão é a ver com a ida do artista para Portugal sem avisar a Câmara Municipal da sua desistência e tem provocado alguma deceção no público que estava expectante em velo  atuar ao vivo.
 

                                                                                                                                                                  Este é um homem que igual a muitos cabo-verdianos se ausentou muito cedo do país à procura o melhor condições para a sua vida e para a sua família, nessa aventura de atravessar o atlântico a procura de pescar a vida através de lida que cansa e gasta o corpo,  acabou por dar a vida a sua grande paixão que é a música. Apresentou-se ainda muito jovem, as letras retratam a realidade que vivenciou e o quotidiano das gentes da terra, a melodia é agradável de se ouvir, pois, ainda que naquela época não havia arranjos eletrónicos conseguia se sair na produção de temas bastantes interessantes e alegres como exemplos de uma das suas músicas "mamãe".
Gravou um disco intitulado que marcou as década de 70 em Cabo Verde "20 de dezembro”. Em Portugal se fixou e criou raízes e contribuiu para o crescimento do país com a fundação de uma empresa de construção civil. No início do ano 2000 tentou regressar ao mercado com novas músicas, mas, as outras questões tornaram mais prioritárias. A nova geração provavelmente, pouco sabem desse artista que foi produzido pelo grande músico cabo-verdiano Paulino vieira. Actualmente há muitos anos que tem visitado a sua terra natal e em especial o seu colhe bicho.                                                                               



"Rafina Kombersu" é um programa que irá se realizar todas as últimas quintas-feiras de cada mês é, um novo conceito que visa a valorização dos escritores, poetas, músicos e “rappers”, aonde irão reunir-se para fazerem declamações de poemas, rap, kombersu sabi, finason e slam, de modo a preservar, valorizar e estimular a prática destas artes cénicas e recreativas. Acompanhado de animação musical a carago dos artistas locais.

A edição da primeira temporada de "Rafina Kombersu" irá estrear-se no dia 25 de Abril (quinta-feira), no Restaurante Búzios (Tarrafal) que é uma das parceiras da organização. Espera-se que este evento dure e, sobretudo que mobiliza os jovens de Tarrafal a mudarem a forma de agir e interagir com o seu meio e que tenha atitudes de pro atividade. Esperam contar com o apoio de todos os Tarrafalenses.


Na idade criança era uma espécie de Charlot. Sem conhecer este astro da Cinema mudo, fez teatro no Jardim, Escola até fundar Kômicos de Tarrafal, muito mais do que isso, andou pelas ilhas, foi para estrangeiro e voltou. Voltou determinado a ser uma figura pública num pequeno mundo da sua cidade de Tarrafal, se foi ou não se sabe. Mas a sua alma continuava irrequieto.
Continuou a fazer a arte do seu ídolo Charlot. E quando menos esperava já tinha sido um dos atores amadores mais idolatrado na companhia teatral Tikai. Convite feito pelo próprio João Pereira que ele até hoje agradece profundamente.
Os seus amigos de infância o caracterizam de “terrível”, por saber matemática como poucos, mas ainda, mostrou o quanto é terrível quando interpretou o papel de Rapasinhu Ntentado.
Entrevista de Anilton Levy
Seus amigos dizem que na idade criança tu eras “terrível”, diga-nos quem es tu, afinal?
R: Realmente eu era e ainda sou um espécie de tudo incluído. (ehehe), como desse a Élida "ora doxi, ora margos". Da minha infância guardo muitas cicatrizes, não gosto de tirar cabelo no zero porque é debaixo do cabelo que guardo a maioria delas. O que sou hoje? O que sou hoje é fruto de tudo que adquiri ao longo do meu passado...



Então diga-nos quem é o verdadeiro Anilton Levy?
R: Não sei definir, gosto do silêncio, achei na poema uma forma de desabafar, estou entre os versos, sinto-me realizado quando realizo o desejo dos outros, amo partilhar tudo que é gratuito, como o sorriso... gosto de ouvir rap, ler pensamentos de Charles Chaplin.
Como foi o seu encontro com o teatro?
R: Acho que sempre fui ator, quem na sua infância não brincou "mama ku papa", isso para mim é também teatro, sempre fui filho, e sempre achei engraçado essa brincadeira, sem saber que estávamos a representar, tudo era natural.
Também lembro-me de inúmeras vezes que íamos ao "monte ventoinha", para batizar bonecas, não sei se as crianças de hoje fazem isso, mas isso fezia-me muito feliz.
o teatro com todos os seu elementos, incluindo palco e público, começou na escola, com os meus amigos, ja fui Franki, Frangote, Pirikote.
Entre as várias personagem que já interpretaste, qual é que mais lhe tocou, e se identificou com o seu eu?
R: Pirikote e Rapazinho Intentado, essas duas personagens são parecidas, embora ter incorporado R.I. 3 anos depois do Pirikote.
Quem viu o filme Rapazinho Intentado e viu a sua apresentação no palco, de certeza notou diferenças, o teatro no palco é mil vezes mais interessante, melhor, o teatro so é teatro quando temos palco e público, dá-me mais gozo de representar, sinto-me mais livre no palco.
Como é que se deu o seu contato com o João Pereira (Tikai)?
R: Eu comecei a fazer filme com os meus primos, Elves Cardos e Isaías de Pina, com o tempo fundamos o grupo de Komikus Tarrafal, tudo na base do improviso, fazíamos as nossas cenas sempre acompanhado de uma câmera, gravamos algumas peças que depois publiquei no YouTube, começamos a receber feedback, a maior parte vinha do estrangeiro, isso deu-nos forças para continuar.
O primeiro encontro com o João foi no Tarrafal, ele tinha uma apresentação, me reconheceu, pois tinha-me visto no Komikus Tarrafal, disse que gostou da nossa forma de representar, ouvir isso de uma pessoa como o Takai, foi algo memorável... ele falou do seu projeto de gravar em Cabo Verde e na possibilidade de eu gravar com ele, e não é que isso realizou.
Entre os dois, chegaram ao ponto de disputarem a popularidade?
R: Penso que não, sempre trabalhamos em equipa, teatro é isso, um trabalho de equipa, orientamos uns aos outros de modo a melhorarmos a nossa apresentação e performance, para além disso criamos um laço de amizade, o que foi importante para o nosso crescimento e maturidade, respeito acima de tudo.
Como é que classificas o teatro da companhia de Tikai?
R: Talves seja um teatro simples, mas é um teatro com muito amor. Amor, amor, amor, pelo menos é o que sinto quando estou no grupo, e se ainda hoje estou é graças a esse amor, sinto que o público sente isso também.
Concorda com os que classificam este tipo de teatro de pouco educativo e zero de intelectualidade. Sim ou não porquê?
R: A questão de ser educativo ou não, é so ver para a sociedade cabo-verdina, os tema que o grupo aborda vai ao encontro do que é a nossa sociedade, e sempre no fim fica uma lição do caminho que achamos correto seguir... a questão de ser intelectual ou não, continuo a dizer que é simples, pelo simples fato de não querer complicar a interpretação do publico, pois queremos contribuir pela mudança de comportamentos e não podemos ser complexos, pois isso só complica, o povo quer rir e esquecer os problemas, e se podemos fazer isso e ainda transmitir exemplos positivos, será sempre bem vindo.
Que significado tem a palavra “chulamakai”?
R: Pergunta Tikai, eheh
“O teatro é um meio muito eficaz de educar o público; mas quem faz teatro educativo encontra-se sempre sem público para poder educar”. Frase dito por E. Jardiel Poncela. Esta ideia vai de encontro com as vossas aspirações artísticas a nível desta área? Achas então que o público não quer ser educado?
R: O público não quer ser saturado, o Teatro pode transmitir valores, educação está presente em tudo, mas também em tudo existe falta de informação e de saber aproveitar o lado bom das coisas.
Concorda que o teatro de Tikai veio dar ênfase ao que chamamos teatro de Santiago em detrimento do teatro de São Vicente feito pelo Joao Branco?
R: Vejo grupos apresentando as nossas peças, e isso corresponde a dinâmica que o nosso grupo trouxe para o teatro. Para quê falar de São Vicente, se posso falar de Santo Antao, e dizer que o grupo Juventude em Marcha é o melhor grupo de teatro cabo-verdiano. Temos que reconhecer que o trabalho que o Joao Branco tem feito é brilhantemente notavel, não atrevo a comparar, cada um faz o que sabe fazer e creio que cada um faz o seu melhor.
Quais projetos você está realizando e quais pretende realizar?
R: O projeto que mais me deu orgulho de poder fazer parte é Despertar, aproveito para agradecer ao Mario Loff, pelo contributo que tem dado, acredito que o projeto ainda tem pernas para andar... Outros projetos, ainda acredito que um dia vou pegar o meu livro de poemas na mão.
Onde e como começou o teu fascínio pela tua arte?
Costumo dizer que tudo começou na escola, a influência vem desde as minhas primeiras redacções ou composições que a professora obrigava-me fazer, pois não gostava muito de o fazer. Se na infância fazia composições, hoje eles tornaram poesias. E nem veio de nenhum Shakespeare, nem Fernando Pessoa, mas dos meus colegas mais próximos, que escreviam, motivaram-me a fazer, e hoje esta sendo meu lado e o meu outro lado.
Consideras um “romanticão”?
R: Se sou um poeta romântico ou não, a resposta esta nos meus poemas.
Como é que age com os seus colegas de palco?
R: Gosto de estar no palco, gosto de ter confiança dos meus colegas de palco, agora lembro da apresentação de KT em Trás di Munti, se não fosse o improviso, o talento, o saber responder ao improvável, ficaríamos todos a rir e o público nos daria com pedras, mas não, os meus companheiros são os melhores do mundo, e não me lembro de outra passagem que superou a peça de Trás di Munti,
Quem escreverá a história do que poderia ter sido o irreparável do meu passado, disse o Fernando pessoa ... se em algum momento do tempo recuasses, o que mudaria neste seu passado?
R. Acho que se eu mudasse alguma coisa não estaríamos aqui a falar do que estamos a falar agora.
E eu não seria o que sou hoje. Única coisa que quero mudar é melhorar o mundo, mas isso nem o Jesus Cristo conseguiu, imagina eu...
Qual e a sua opinião em relação a este novo reavivar da literatura na cidade de Tarrafal?
R: Penso que tem que dar espaço as nova geração, cada dia surge novos personagens no mundo poético, e muita das vezes a grande maioria está em silêncio. Penso que tem que se quebrar o padrão que existe, pensamento de que tem um modelo único para poesia, e ver a coisa numa outra dimensão, de liberdade, de novo, moderno, e reinventar.
Na poesias que mais te inspira?
R: Inspiro em tudo que vejo e sinto, do homem que sofre, do homem que maltrata... da mulher amada, da mulher odiada, da criança que sorri, da criança que chora, escrevo quando o meu povo está alegre, escrevo mais ainda quando o meu povo está triste.
Achas que poesia é uma cousa perdida ou é uma solução quando os homens param de falar da economia?
R: Poesias é a salvação do homem, da alma, triste é o homem e um país sem poetas e poesias.
O que dirias aos jovens que pretendem entrar na área poética e teatral?
R: Que entrem com amor, pois sem amor, não irão longe.
Como gostaria de morrer?
R: Não gosto de morrer
País preferido?
R: Cabo Verde
Obrigado pela entrevista
Provacultura


Entrevista com Cláudio de Sousa
Cláudio de Sousa mas conhecido por Nyunne N'Tafty.
Assume - se não como um musico, mas simplesmente um jovem que luta contra a morte da consciência. A mais de 16 anos que tem estado no mundo do hip hop, no ano passado lançou o seu 1º álbum, «Artisanal». E licenciado em História e está preparando um projeto de um novo álbum.
Não percam está estreia, com a entrevista deste jovem Tarrafalense.
na primeira questão ele se identificou da seguinte forma.
Chamo-me Cláudio, mas, onde nasci (altu strada) e cresci (Ponta Gato) sou conhecido por Zé Pikenu, ou simplesmente Zé ou Zp.
O nome Nyunne N'Tafty surgiu através da minha afinidade com a África, ou seja, não é um nome, é um título. Da língua suaíli (Tanzânia), literalmente traduzido significa «pássaro investigador de conhecimentos»
Como prometido aqui esta a entrevista completa de Cláudio de Sousa.
Eu sou fiel ao Rap, faço por amor, e isso faz parte de mim
Cláudio de Sousa.
Por que não Cláudio de Sousa, mas sim Nyunne?
Não existe diferenças entre Cláudio e Nyunne N'Tafty. Embora no mundo da música o artista praticamente é obrigado a criar uma imagem sobre si mesma, a fim de causar um certo entusiasmo, mas isso não acontece comigo. Embora isso faz parte do instinto humano, ter duas caras, mas sempre luto por minha integridade.
Já se sentiu prejudicado devido ao facto de seres um Rapper?
Muitos não entenderam ainda, a essência disso tudo, e partem logo para a rejeição. Particularmente, muitos me interpretam mal, mas o tempo me absolverá. A lei que estabelece as bases do património cultural cabo-verdiano legitima o Hip Hop em Cabo Verde. O Hip Hop é uma alternativa contra todo o tipo de violência. Tudo que é bom pode ser usado de uma forma errada, isso não acontece só no campo da Cultura Hip Hop. Temos a educação, a politica, a religião, entre outros campos vitais para a organização do homem na sociedade. Mas os mais sábios precisam ajudar a juventude, abrindo um canal para que esta camada participe de uma forma activa na sociedade. Se a juventude quer Hip Hop, então iremos conseguir tudo com Hip Hop, principalmente educar e ser educados.
As vezes as dificuldades leva-nos a corromper.
Estou no tribunal da inquisição porque ando com o Hip Hop. Sou formado e informado, mas estou desempregado. Mesmo nesta situação não vou corromper, alguns criticam a minha vida, mas não lembram de mim quando estão sentados na mesa. Vou continuar porque ainda tenho o Hip Hop, o negócio é o seguinte: Nyunne N'Tafty e o Hip Hop contra o mundo (kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk).
Porquê Hip hop ou Rap?
O Hip Hop, mas concretamente o Rap, apareceu na minha vida muito cedo, eu tinha ainda cerca de 6 anos de idade, na casa da minha avó, sob a influência do meu irmão GN, comecei a praticar alguns versos escritos por ele. Na casa da minha avó nasceu muitos talentos, tanto na cultura como desporto. Foi ali em que tudo começou, ainda lembro daqueles versos, aliás todos nós lembramos
O que guardas de bom da sua convivência e influencia com o Gianne?
GN é um jovem talentoso que muito fez para a continuação dessa cultura aqui em Tarrafal e não só. Como já tinha dito o Hip Hop entrou muito cedo na minha vida porque GN cultivou isso. Temos muitas afinidades e ele é a minha referência. Passamos por situações idênticas, por exemplo a falta de motivações e reconhecimento de pessoas próximas. Mas ele conseguiu manter isso, e tudo que eu sei foi graças a GN.
Tem diferença entre hip hop e rap? qual?
O Hip Hop, tal como qualquer outra manifestação cultural, serve para enriquecer a nossa cultura, embora muitos o fazem de uma forma descoordenada o que gera a incompreensão. A diferença é que o RAP nos faz dançar e pensar ao mesmo tempo.
A diferença entre o Hip Hop e o Rap, é que o Rap é um elemento da Cultura Hip Hop. A Cultura Hip Hop está difundida em todos os lugares, mas poucas pessoas sabem o que ela é, ou como e onde foi que ela surgiu. E muito menos o que representa para o desenvolvimento de uma economia criativa. Nos finais dos anos 60 e início dos anos 70, na cidade de Nova Iorque surgiram os Disk Jockey (DJ), que são considerados os criadores da Cultura Hip Hop. O Hip Hop é uma mistura de quatro elementos: o Rap, o Dj, o Grafite e o Break Dance. Hoje pode-se falar do Conhecimento como o quinto elemento da Cultura Hip Hop, o elo de ligação entre os quatro elementos. O RAP é uma sigla inglesa que traduzida significa ‘’ritmo e poesia’’, que é a pura expressão da música-verbal da Cultura Hip Hop. O Grafite representa a arte plástica, expressa por rabiscos, frases e desenhos coloridos feitos por pessoas conhecidas como grafiteiros. É importante diferenciar “pichação” de “grafite”, pois a “pichação” é um ato criminoso de vandalismo e o “grafite” é uma prática legal que expressa uma forma de arte urbana. O Break Dance nada mais é do que a dança típica da Cultura Hip Hop.
.... Todos sabemos, que muitas coisas por aqui andam de mal a pior, e isto é uma consequência do estado de abandono em que se encontra a nossa juventude ....
Achas que a nova geração está sendo tapada pela atual geração do poder?
O trabalho da geração do poder é simplesmente fazer com que todos sentissem mais felizes como membros de uma comunidade. Mas pelo contrário poucos trabalham neste sentido. É importante reconhecer que CV é um país praticamente pobre, mas a nossa força de vontade faz de nós um povo de homens e mulheres combatentes, que sempre lutaram contra os desígnios da natureza e da escravatura. Por este motivo a geração do poder devia e deve auscultar a juventude, a fonte de desenvolvimento de qualquer nação. Se Cabo Verde hoje é um país com alguma reputação foi graças aos jovens, que em diferentes épocas contribuíram para a vitória deste pequena e grande nação. Todos sabemos que muitas coisas por aqui andam de mal a pior, e isto é uma consequência do estado de abandono em que se encontra a nossa juventude.
Mas o hip hop não irá conquistar tudo, mas, ela é uma arma perigosa, não concorda?
O Hip Hop pode ser uma arma perigosa, mas também pode ser uma forte de riquíssimas informações. Porquê? Ao mal intencionado ela representa uma ameaça, a quem esconde uma realidade social porque esta não de encontro com o seu interesse pessoal, ou simplesmente porque é um ignorante. Mas uma pessoa humilde tira muito proveitos positivos, porque o principal objetivo da Cultura Hip Hop é fortalecer as bases de uma verdadeira democracia.
O que dirias aos jovens que estão a começar?
Aos jovens que estão a começar desejo muita força de vontade, muita dedicação e muitos estudos. A rebeldia deve ser posta de lado, tudo ganhará sentido se for feito com base no conhecimento e equilíbrio.
Em uma das palestras que já proferiste aqui no Tarrafal, defendeste que em Cabo Verde a nota é sexualmente transmissível. Ainda defende esta questão?
NST, é uma realidade em Cabo Verde, mas não quer dizer que todos os professores são pessoas de mau carácter. Longe disso, isto é apenas uma experiência própria. Existem professores de qualidade em CV, mas alguns não fazem nada senão manchar um trabalho bem feito. Isto é bem mais visível nas universidades, professores oferecem notas às alunas a troca de sexo, eu estudei muito, mas os meus resultados são inferiores em relação à maiorias dos resultados das alunas. Um dia questionei e uma aluna disse-me: «será que tem P.». Não inventei é uma realidade.
Quando dizes condenados de terra em um das tuas músicas, chama os jovens para se acordarem ou para lerem o livro de Fannon?
Kondenaduz di Tera. Eu fiz essa música quando eu estava no segundo ano de curso (2010), não conhecia ainda o livro de Fannon. Mas o título da música só veio depois de ler este grande livro. A juventude em geral sem exceção, tem que conhecer este livro. É um dos maiores que eu já li, quem quizerem ler, disponibilizo o livro para a cópia.http://publicacoes.midiatatica.info/os_condenados_da_terra.…
Muitos rappers residentes defendem hip hop Tarrafal, na tua opinião, é realmente hip hop Tarrafal ou hip hop de Cabo Verde?
Hip Hop Tarrafal ainda é uma idéia, até ao momento não chegou a existir. Mas podemos falar do Rap Tarrafal.
Qual é a sua referência no Hip Hop, aqui no Tarrafal e em CV e no mundo?
A minha referência é GN e a música que mais me tocou é um Rap feito por GN, cujo título é Passadu Negru.
O que e que pensas acerca de consumo de padjinha ou ganzá?
Antes no passado, e não sei como é que as pessoas que a consumiam viam este fenómeno, mas hoje com base nas experiências do quotidiano, isto tornou-se numa cilada, não só para os jovens, como também para as crianças. Hoje não só os jovens estão usando de uma forma exagerada, como também crianças na faixa etária dos 7 aos 13 anos. Não vejo a legalização com bons olhos, e uma ideia melhor seria legalizar a educação familiar, investir na estruturação das famílias. Nós, jovens e crianças, estamos sendo enganados pelas falsas ideologias e doutrinas, o que com o tempo somos levados a um beco sem saída. Eu usei por um longo período, e hoje acho que um jovem deve procurar outros caminhos, estudar, respeitar e fazer respeitar para que um dia seja respeitado. Não faço apologia ao consumo de nenhum tipo de substância que não contribui para o enriquecimento intelectual e material dos meus semelhantes. Alguns podem não concordar, isto é apenas uma opinião consciente, porque não quero ver os mais novos seguindo os mesmos caminhos, e sem uma orientação não ficam por aqui. Muitos tomam outros rumos, consumindo substância ainda mais perigosas para a saúde. A droga em si não é alternativa, a minha opção é a educação, não só escolar, mas também familiar.
Tens referido muito nas tuas letras a imagem de Cabral e suas ideias, mas também mencionas outras pessoas com forte índole cultural. Achas que além de Amílcar Cabral precisamos de reinventar heróis ou criar novos heróis?
Primeiramente Amílcar Cabral não é um herói, os que fizeram dele um herói, fizeram no sentido de esvaziar o significado que está personalidade carrega consigo. Ele disse e muito bem, «sou um simples africano cumprindo o meu dever no meu próprio país, no contexto do nosso tempo». Em Cabo Verde poucos sabem dele e limitam-se em atribuir-lhe o título de herói do povo. Em vez de herói ele é o exemplo de um homem do povo. As pessoas aprendem mais ouvindo, então aproveito para citar grandes homens e mulheres que deram as suas humildes contribuições para o desenvolvimento do nosso povo, transmitindo saberes e conhecimentos através da Rap. Aprendi muitas coisas com isso, porque muitas vezes para escrever faço muitas investigações, e investigando aprendo coisas novas.
Fala-nos da tua parceria com o Djony Gomes Borges, que te define como ”Pilon d artista”.
A primeira vez em que eu tive um cantacto directo com o produtor e artista Djony Borges foi em 2007 se não estou em erro, por intermédio de GN. Mas essa relação de admiração mutua, começou no SB Family Records, devido a minha participação no álbum The Real Microphone For Life II de James. Ali começamos a conversar e estabelecemos alguns contactos que resultou na sua participação no meu Mixtape com 2 excelentes instrumentais. Tarrafal é terra de talentos, problema é que esses talentos não estão sendo bem aproveitados.
Além de estar desempregado, qual são os teus outros incômodos da alma?
No desemprego um jovem como eu, atravessa uma luta diária para não enveredar para o caminho da criminalidade. Por exemplo no Tarrafal, como em qualquer parte de CV, a única saída a vista para os jovens é o crime organizado, mas eu tenho uma experiência suficiente sobre este fenómeno, o crime não compensa mesmo estando no desemprego. A vitória é consequência de uma luta árdua, estou vou lutar por meios legais, e desejo o mesmo aos milhares de jovens na mesma situação. Mas eu tenho a percepção de que as coisas vão mudar, basta responsabilizar a nós mesmos por coisas que acontecem nas nossas vida. Levanta e anda.
Se te pedirem para indicar 10 rappers de Tarrafal e 10 Rap qual seria a tua lista?
Tarrafal desde início teve bons rappers que passo a destacar: GN, Abraão, James, Kex 1, Nay-Z, Marito, Devil-K, Klazy, Odays e Wolff.
As 10 músicas são: Dentu Mi (GN), Dexa Mundu Papia (Abraão), África (James), Don't Cry (Kex 1 feat Flame), Nu ka Nada (Nay-Z), Cabo Verde (Marito feat Jorginho), Dedikason (Devil-k feat GN), Prezus Pulítikus (Klazy feat Rony), Dexa Show (Odays feat DMT) e Lord give us Tupac and you can (Wolff).
País preferido? além de Cabo Verde?
O país preferido é Guiné Bissau, porque os filhos desse povo contribuíram e muito para a independência de Cabo Verde, e Gana, por ser o 1º país da África ao Sul do Saara a conseguir a independência política, e por ter grandes universidades.
Qual a tua cor preferido?
A minha cor preferida e camuflado (kkkkkkkkkkkkkk)
Livro preferido?
Eu gosto muito dos livros científicos principalmente da área da investigação histórica, mas os meus livros preferidos são romances como Avó Dezanove e o Segredo do Soviético, Alá não é obrigado, Gangasta Rap e Roots.
Muito obrigado pela entrevista.
Eu é que agradeço pela oportunidade de expor os meus ideais, e contribuir de uma forma positiva para o desenvolvimento cultural da nossa cidade. Muito obrigado.

por: provacultura


Categoria : Escultura/bijuteria 
Edmilson Lopes Semedo mais conhecido por Bado , natural de Alto Estrada/ Monte Iria é um talento nato na arte da bijuteria. 
Tudo começou de forma espontânea e na brincadeira, segundo o próprio foi na praia do mar da nossa vila que foi dando os primeiros passos, onde apanhava os buzios, caramujas esfregava-os na parede e inventa umas coisas diferentes.
Aos poucos com muita pratica e criatividade tornou-se melhor fazendo verdadeiras obras primas. 
Foi apartir desse momento que realizou várias viagens pelas ilhas onde adquiriu conhecimentos, e ampliou a sua sabedoria que pôs em prática nas suas peças.
No seu curriculum consta diversas participações em exposições como por exemplo: Expomar-Mindelo Jovem criador- Sal Portugal 2007/2008 na cidade do Porto Também trabalha com sabonetes de barra para fazer esculturas.
Edmilson diz que tem muita motivação no seu trabalho e que tem esperança que as coisas continue a correr da forma em que estão e que no futuro tenha a oportunidade de ensinar o que sabe aos mais pequenos.
O seu maior orgulho é ensinar as crianças que se encontram na rua e aos turistas que demostram certa curiosidade sobre o seu trabalho e que o pedem diversos objectos para levarem para os seus paises de origem.


fonte: Tarrafal 21


 desafio foi alojado na rede social Facebook. O autor pediu aos amigos que lançassem o mote para temas de poemas e, num ápice, a luz irrompeu pela noite adentro, durante 5 horas de entrega à linguagem poética

Estava para ser um livro impresso, mas todos sabemos como as coisas funcionam por cá. Sem mercado livreiro, sem editoras que apostem em novos autores, com as autoridades públicas virando costas à Cultura, aos jovens, corrido o calvário de bater a várias portas que se não abrem, resta o espaço mais democrática e de massas alguma vez inventado pela Humanidade: a internet!
Anilton Levy, jovem poeta do Tarrafal de Santiago, alojou o seu livro no próprio blogue (ver link) para “apreciação do público”, segundo diz, que é “fruto de um desafio, um desafio entre o poeta, o leitor, a inspiração e a noite”.
Aliás, é ainda o próprio que nos explica, o livro nasceu do seu desafio feito numa rede social: “tudo começou quando escrevi um ‘status’ no meu Facebook, desafiando os meus amigos a me desafiarem com temas para escrever poesia, poesias essas que tinham que ser feitas na mesma noite”. E o desafio excedeu expectativas, porquanto “foram propostos sensivelmente 31 temas ou títulos, daí pra frente o desafio passou para o poeta, a inspiração e a noite, foram 5 horas de arduo luto com o meu interior, tentado satisfazer-me e supostamente ansiar atingir suavemente a sensibilidade do leitor, procurando descobrir o porquê dos referidos temas, ser autor e actor para alcançar o fim e alimentar da sua magia, sim, às vezes é preciso ser mágico, para ir tentado bruscamente aproximar do inatingível”…
A obra daí resultante espelha o quotidiano de muitas pessoas, os sentimentos, as revoltas, as frustrações, mas também os laços e a fraternidade que as une nesse abraço maior que a quietude da noite sempre aconchega às almas agitadas das nossas tormentas. Vale a pena espreitar esta “Noite de Luz”: http://aniltonlevy.blogs.sapo.cv/

fonte: Liberal


A minha primeira biografia
Eu sou Elisandro Tavares Silva com o nome artístico Lisandro d`Júlia, nascido em Cabo-verde tarrafal Santiago Achada biscainho, filho de Júlia Tavares Ribeiro e Lino Silva Cabral, neste momento estou em Portugal....

Comecei a cantar desde pequeno, já tinha escrito algumas letras de música em Cabo -Verde com o meu irmão Paulo Futre, chegamos a formar uma banda a dois com o nome de «lifutre» e efetuamos alguns concertos em tarrafal. Lutei muito para gravar meu trabalho em Cabo-Verde mas eu não tinha conhecimento de nenhum produtor, mas quando cheguei em Portugal no ano 2009, fui á procura de alguns produtores para realizar o meu sonho de gravar um CD/DVD, mas como todos sabem nem sempre se consegue na primeira tentativa., mesmo assim ainda não desiste. Passando 2 anos conheci um cantor/produtor cabo-verdiano (Olívio D’ Alice), ele me ajudou a gravar a minha primeira musica assolo, «Casa ku bó».




Para ser conhecido no mundo da música, decide colocar o meu vídeo nas redes sociais (YouTube), a visualização começou a aumentar a partir daí recebi meu primeiro convite para cantar em Cacém na discoteca ASALA com grupo de batuku (Bela e tita) onde houve actuaçoães de vários artistas cabo-verdianos tais como: kidy Preta, Tony d Fica, Zé Espanhol, Olívio d Alice, Sofia, Isa de Ceça, Já Semedo, Carlos Borges e muito mais artistas que já tem os seus trabalhos no mercado.  As minhas actuações foram bem aceite perante o público, gostaram muito do meu trabalho, a partir daquele dia comecei a fazer mais musicas e fui convidado a dar mais espetáculos em sítios deferentes. Agora quero gravar o meu primeiro álbum assolo CD/DVD onde vai entrar funaná, zouk e batuku. Espero conseguir gravar.

Obrigado a todos os que me apoiaram até hoje, principalmente aqueles que adoram as minhas músicas.

axx: lisandro d` júlia                                 facebook do artista


Pensamentos / Mario Lucio
"Nada, só saudade dos detalhes, um copo, um beijo" ML

 "A César o que é de César e tudo o que é meu também..." Mario Lucio

" A rotina tem joelhos quadrados". ML

"Até amanhã, gente que me quer; até ontem, os outros", Mario Lucio

"Quando não me olham nos olhos, temos problemas na nuca" Mario Lucio

"Quem tem defeito, muitas vezes, sofre menos do que quem só olha para os defeitos", Mario Lucio

" o simples é a depuração do perfeito", Mario Lucio

" Para ser herói não é preciso matar meio mundo, mas talvez salvar um único homem". Mario Lucio

"Um dia sabe o que um ano ainda desconhece" Mario Lucio

"A força do jeito resolve tudo de véspera" Mario Lucio



Fetival Santo Amaro Abade – Tarrafal 2012
Dia 13
Grupos revelações de Tarrafal: Dança; Batuku; Hip Hop
Grupos convidados: Kola Beat; Bob & Bino Barros; Djodje & Ricky Boy; Cordas do Sol; Rapaz 100 juiz; Ferro Gaita

Dia 14 – Fidjus di Tarrafal
Grupos revelações de Tarrafal: Dança; Batuku; Hip Hop
Bandas:
Jovens Revelações: Leiny; Vera; Carlitos; dany, Nelito; Kinto; Tony; Djy-Indiferente; Cultura Esperança
Africa Rainbow
Tarrafalenses na Diaspora: Bodinho varela; Blyck Tchutchi; Tó Semedo & Loony Johnson

Blyk Tchutchi nasceu no Tarrafal, na ilha de Santiago, em Cabo Verde, local onde viveu a sua infância e a sua adolescëncia.

Resolveu emigrar para Portugal, em 1971, para tentar uma vida melhor, como tantos outros caboverdeanos.

Já em Portugal entrou, em 1976, para a escola de música de Alfredo Marujo, em Alverca. Nessa escola começou a aprender a tocar viola, instrumento muito importante ao longo de toda a sua carreira

Anos mais tarde conheceu os músicos Simão, Zeca, Chico e Eduino, todos eles naturais da ilha de São Nicolau em Cabo Verde , eles tocavam violão e cavaquinho.

Tocando nas Serenatas, aos fins de semana, Blyk começou, com estes músicos, a aprender os ritmos caboverdeanos e a colocar à prova a sua voz na esperança de um dia conseguir gravar o seu próprio álbum.

Mais tarde, conheceu o grupo musical "Túlipa Negra" que o deu a conhecer ao editor Armando Carrondo. Em pouco tempo Blyk Tchutchi gravou o seu primeiro disco "Na quel dia tão lindo", editado em 1980 e muito conhecido entre o povo caboverdeano.

"Libra di boca mundo" de 1983, foi o seu segundo sucesso, ainda com o editor Armando Carrondo. Seguiram se "Na paz de Deus" de 1986 e "Pensa dia de amanhã" de 1987, álbuns gravados por conta própria em conjunto com o seu irmão Eloi de Tchutchi.

Depois de anos de ausência do mundo da música, Blyk Tchutchi regressou ao meio musical, em 2003. com o álbum intitulado “Regresso" da editora Sons d'África".

“Quero ser romântico” editado em Dezembro de 2005 pelo próprio e a distribuição também ficou ao cargo do artista que ao longo de toda a sua vida nunca desistiu do seu sonho, a música.

Em 2009 gravou o seu mais recente album "Pe fincado na tradiçon".

CVMA 2012: Dina Medina, Mirri Lobo e Tcheka são os mais nomeados
Foram anunciados hoje, dia 22, os nomeados dos Cabo Verde Music Awards de 2012. Entre os artistas com maior número de nomeações estão Dina Medina, com 7, Mirri Lobo com 6 e Tcheka, com 5 nomeações, sendo que os dois primeiros estão duas vezes nomeados na mesma categoria. A Gala dos CVMA 2012 vai acontecer numa tenda com capacidade para 8 mil pessoas.
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