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Palavas de José Soares: "NATAL NO CÍRCULO E NO CONCELHO
Inserido no programa de VISITA AO CÍRCULO, enquanto Deputado Nacional, visitamos hoje, algumas zonas e Jardins Infantis do Concelho (Colhi Bicho (Tchom de Solteiro e Monte Body), para desejar UM STO NATAL ás famílias e, entregar algumas prendas às crianças. Este ano escolhemos essas zonas. Esperemos no próximo ano, visitar outras localidades! Entretanto, aproveito desta para Desejar a todos os Cabo-Verdianos e amigos de Cabo Verde, no país e na Diáspora, a População de Santiago Norte e de TARRAFAL DE SANTIAGO, um FELIZ NATAL e BOM ANO 2017!"
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José Soares – Fidju di Tarrafal
(Mestre em História Cultural e Política – FCSH –UNL)

Contextualizar & Compreender
O Regulamento interno do ex-Campo de Concentração do Tarrafal de Santiago
29 de Outubro de 1936 – 29 de Outubro 2012



No Campo de Concentração do Tarrafal, assim como em todos os estabelecimentos prisionais, quer no Continente, quer fora do Continente, havia um regulamento interno. Tudo era feito segundo aquilo que estava estipulado pelo regulamento, se bem que em muitas situações ele fosse completamente esquecido e posto de lado, principalmente por parte dos guardas, dos carcereiros e dos próprios Directores. A situação no Tarrafal foi o exemplo típico deste facto. Alias, não é por acaso que o Campo de Concentração de Tarrafal foi considerado na historiografia portuguesa como a quinta-essência do terrorismo do Estado sob a tutela de Salazar.

A carência de documentação escrita sobre o referido regulamento, leva-nos a basear o nosso conhecimento em testemunhos dos presos e de alguns naturais do Concelho para, neste dia que se contextualiza e recordar-se mais um ano da abertura do Ex-Campo de Concentração do Tarrafal de Santiago, 29 de Outubro de 1936 (há 76 anos), apresentar aquilo que foi o funcionamento dessa prisão, desde o levantar até á hora do recolhimento obrigatório em que tudo era regulado com o alerta do sino do Campo.

A vida dentro dessa prisão começava ás 5h da manhã com o tocar do sino por parte do guarda que fazia o serviço no portão da entrada principal. Cândido de Oliveira, na obra o Pântano da Morte, nesta mesma óptica diz que ás 5h começava o dia. Era a alvorada. A essa hora, gritada na parada pela companhia indígena através da corneta, e à porta do Campo por um pequeno sino, abriam-se as portas das camaratas”. A actividade dos prisioneiros neste período entre as 5h e as 5h30 resumia-se ao levantar, vestir, calçar, isto é, prepararem-se para o pequeno-almoço. Ás 6h tocava para a primeira formatura na avenida das Acácias. Esta avenida foi baptizada pelos reclusos, visto que, foram eles que plantaram as Acácias rubras nessa via. É relevante realçar que a formatura constituía um dos momentos formais dentro do Campo. Nos primeiros anos do seu funcionamento, ela era um ponto a cumprir todos os dias, principalmente nos momentos de içar e arriar da bandeira.

Após o pequeno-almoço, na formatura, o chefe dos guardas aparecia para fazer a distribuição das tarefas. A presença dos chefes dos guardas e das outras autoridades implicava sempre que os prisioneiros tirassem os seus chapéus como prova de submissão ou de um simples cumprimento. Nas fases mais duras da vida no Campo, como por exemplo durante a direcção de João da Silva, (1938-1940), o não tirar do chapéu implicava automaticamente um castigo.

Depois da formatura e do cumprimento ao chefe dos guardas, fazia-se então a distribuição das tarefas ou das brigadas: a Brigada da Pedreira, Brigada da Estrada, Brigada de Água, Brigada das Oficinas, etc. Aqueles que não podiam trabalhar, os mais fracos, ou que não eram escolhidos para as brigadas, ficavam no Campo para fazer outras tarefas. Despejavam a lata que servia de urinol durante a noite, ajudavam os que estavam de fascina na cozinha, varriam a caserna, lavavam a loiça da colectividade, etc.

Segundo os testemunhos dos reclusos do Tarrafal, nos primeiros tempos, os carcereiros não lhes impunham regulamentos rígidos nem se preocupavam muito com a disciplina e nada diziam. Também fora do Campo, durante o trabalho, podiam comprar géneros e frutas aos naturais, claro fora dos olhares dos guardas que os vigiavam durante a jornada. Podiam cozinhar para reforçarem o Rancho. Nessa altura, ainda os trabalhos não eram excessivamente pesados. O trabalho resumia-se nas limpezas, na capinagem, no transporte de água e pouco mais do que isso. Entretanto à medida que a Guerra Civil espanhola se decidia a favor dos franquistas a repressão no Campo tornava-se mais dura.

Às 10 horas e 30mn, o sino tocava para o término do trabalho da manhã. Os que estavam nas brigadas fora do Campo regressavam trazendo ao ombro as picaretas, as pás, as alavancas que deixavam à entrada da porta principal. Todavia, antes de se dirigirem para as barracas, as ferramentas eram primeiramente conferidas pelos guardas. Manuel Francisco Rodrigues, um dos carrascos de Salazar, dizia que ideia de que os operários das oficinas do Campo de Concentração de Tarrafal eram os aristocratas do burgo. Trabalhavam à sombra, enquanto que os que arrancavam pedra, construíam os muros à volta ou estavam ao serviço da água, torravam-se literalmente ao Sol. Eles eram considerados como os idiotas da prisão. Mas contudo, dentro do Campo todos eram iguais em relação ao salário, porque não recebiam nada. No seu entender e também dos outros presos que passaram pelo Tarrafal, no inferno, toda a gente trabalhava de graça!

O toque de dez pancadas no carril, ás 11h era o sinal para o almoço. Os que estavam de fascina comiam na cozinha e os que estavam nas brigadas comiam no refeitório. O refeitório, nos primeiros anos do funcionamento do Campo, era uma barraca de madeira com cerca de 20 mesas também de madeira. Cada uma tinha capacidade para dez pessoas. Em cada mesa havia um encarregado que fazia a distribuição da comida. Entre as 12h e as 14h era o período do descanso nas barracas ou nos pavilhões. Durante esse período era proibido fazer barulho e deslocarem-se pelas barracas para conversarem uns com os outros. Era um período de silêncio absoluto.

Às 14 horas tocava para mais uma formatura. Fazia-se a leitura das ordens e distribuições dos serviços e fazia-se ainda a entrega da correspondência das cartas que provinham de direcções permitidas. Os reclusos tinham uma hora para se prepararem para o jantar. Se acaso houvesse água, o que era muito raro, tomavam banho antes do jantar. Às 17 horas e 30 tocava para o jantar. Em cada barraca havia quem se dirigisse à cozinha para ir buscar o jantar, sempre sob a vigilância dos guardas auxiliares e dos carcereiros. Verificamos, assim que o jantar, ao contrário do pequeno-almoço e do almoço, era servido nas barracas e posteriormente, após a construção dos pavilhões em pedra, passou a ser servido nesses pavilhões. O período que mediava entre o jantar e o recolher era considerado pelos reclusos como um grande momento de convivência. Nesse pequeno espaço de tempo, dedicavam-se às leituras, às conversas sobre temas variados, enfim, era um dos momentos de maior liberdade no quotidiano dentro do Campo.

Às 20:30mn tocava para o recolher. Antes do recolher obrigatório, os reclusos formavam em frente das suas camas, em filas, e esperavam que os chefes dos guardas fizessem a contagem dos prisioneiros. Depois da contagem, e com a certeza de que todos se encontravam nas barracas, com excepção daqueles que estavam de castigo ou na Mitra, esta que era um local onde depositavam os reclusos doentes, considerados inofensivos e considerados pelo Médico do Campo como não tendo grandes probabilidades de sobreviver ou de castigo. Os presos diziam que o período que se prolongava até o primeiro toque da alvorada era considerado como o momento das trevas.

Aos fins-de-semana, sábados e domingos, não havia brigadas fora do Campo. Esses dias eram reservados às limpezas e às arrumações. Os reclusos aproveitavam para a lavagem das roupas e limpeza geral das casernas e espaços em redor. Aos sábados de manhã, normalmente depois do toque da alvorada, retiravam para fora das casernas as camas, as prateleiras, as roupas, enfim, tudo o que aí existia a fim de facilitar a limpeza geral. Era o dia da batalha contra os parasitas, diziam.

O Domingo era considerado dia de descanso. Apesar disso o levantar tinha lugar sempre às 5 horas. Todos, excepto os que estavam acamados e os que estavam de castigo, eram obrigados a levantar-se. Nos períodos de menos pressão aproveitavam os domingos para as leituras, para escreverem aos familiares e amigos e também para se dedicarem às questões políticas, académicas e culturais. Nos tempos de maior repressão dirigiam-se para o refeitório sob a vigilância dos guardas, a fim de escreverem as suas cartas e postais. Depois, tinham que devolver o resto dos papéis e dos lápis que sobrassem da escrita.

Este regulamento sofria algumas alterações pontuais de acordo com as necessidades e com as ideias dos diferentes e sucessivos elementos que foram passando pela sua direcção. Contudo, houve aspectos em que nenhuma das direcções responsáveis interferiu, como sejam, a existência das brigadas de trabalho fora do Campo, as faxinas na cozinha, os castigos na Frigideira.


Tarrafal de Santiago, aos 29 de Outubro de 2012



DESPORTO NO TARRAFAL DE SANTIAGO
RECLAMA MAIS E MELHOR COBERTURA TELEVISIVA E PROCURA PARCEIROS


Volvidos dezoito anos após as primeiras eleições autárquicas livres e democráticas, reconhece-se, hoje, ser inquestionável o contributo do poder local no processo de desenvolvimento do país. Os municípios cabo-verdianos têm canalizado recursos significativos na promoção da melhoria da condição de vida das respectivas populações, e Tarrafal de Santiago, como não podia deixar de ser, também pautou pelo mesmo caminho, o que se pode constatar nos seus sucessivos planos de actividades e orçamentos, tendo, como entre muitos objectivos, a promoção e a melhoria da condição de vida das pessoas e a aposta na juventude, particularmente no sector da formação, da cultura e do desporto.
A implementação e o sucesso na materialização desses objectivos requer a mobilização e o envolvimento de todos os actores de desenvolvimento comunitário, desportivo, cultural, mas também do Poder Central e dos parceiros internacionais, o que, na prática, muitas vezes não aconteceu, por parte do Poder Central que, em vez desta, apostou na betonização, na extrema dependência da economia nacional dos parceiros internacionais, nos graves problemas energéticos que assolam o território, nas dificuldades vividas nos sectores dos transportes, na insegurança, no desemprego, comprometendo e pondo em causa os ganhos conseguidos nos anos noventa, do século passado.
Este quadro revela falhanços em matéria de política de desenvolvimento, dando razão àqueles que advogam um maior equilíbrio entre as políticas de infra-estruturação
e os investimentos na valorização do capital humano e social e, quiçá, uma certa primazia destes últimos sobre os primeiros.
O Município do Tarrafal teria sido o espelho deste falhanço, se não fosse as decisões bastante corajosas da Câmara Municipal, em se posicionar, ao lado do investimento na valorização do capital humano e da sua população extremamente jovem, e dos grupos organizados, particularmente os de caris formativa, cultural e desportivo, colocando, ao dispor deles, os fracos recursos de que dispõe, através de projectos de construção e manutenção das redes viárias, apoio na educação e na formação, apoio aos grupos vulneráveis, construção de equipamentos colectivos, promoção do auto-emprego e, neste caso concreto, incentivo e apoio aos grupos Culturais e Desportivos, razão pela qual, Tarrafal de Santiago, passou dos últimos municípios de Cabo Verde, a nível de realizações e acções desportivas, para se situar na linha de frente dos municípios com melhores performance de desenvolvimento no sector desportivo a nível nacional e a melhor da sua região desportiva – Santiago Norte.
Com o lema “Tarrafal Terra de Cultura de Desporto”, a Câmara Municipal do Tarrafal, recém eleita, não fugirá à regra nos próximos anos. Continuará a apostar fortemente na parceria pública e privada, para o desporto, com o objectivo de, por um lado, melhorar, cada vez mais, o nível competitivo das diversas modalidades desportivas, reforçar a integração e a coesão social, através do combate ao ócio e seus corolários e, por outro lado, construir infra-estruturas desportivas, (Pavilhão Desportivo, Centro de estágio, finalização das obras do Estádio Municipal, etc),bem como a promoção e a realização de competições, de intercâmbio entre jovens das diversas comunidades e Municípios e subsidiar os Clubes e Escolas Desportivasnos campeonatos das referidas modalidades, preparando-os para assumirem solidariamente os desafios que o Concelho tem pela frente no seu processo de desenvolvimento e fazer do Tarrafal líder do desporto colectivoe individual, a nível nacional e com projecção internacional.
Para isso, é necessário mais e melhor cobertura dos órgãos da comunicação social, particularmente da Televisão Pública do Estado, nos eventos desportivos no Município do Tarrafal de Santiago e na maior Região Desportiva de Cabo Verde, afim de se poder atrair e conquistar potenciais parceiros e patrocinadores, quer sejam de caris empresarial e comercial, quer sejam de caris institucional e social. Basta recordar que na época desportiva agora finda, os clubes do Tarrafal ganharam tudo o que se tinha para ganhar nos campeonatos da região desportiva Santiago Norte, e não tiveram nenhum tempo de antena no único programa desportivo da TCV - Tribuna ViP, julgando-se que,
se calhar, Santiago Norte não têm competições e que Santiago, resume-se aos clubes da cidade da Praia, quer sejam de Futebol de 11, quer sejam de desporto de Sala.
Para reflexão dos leitores e parceiros de desenvolvimento, deve-se frisar que a Câmara Municipal do Tarrafal é o principal e senão o único patrocinador das escolas, dos grupos e clubes desportivos que participam nos intercâmbios, torneios, e campeonatos das diferentes modalidades desportivas, praticadas quer na Região Desportiva Santiago Norte, quer na ilha de Santiago e em Cabo Verde. Anualmente, como forma de incentivar e apoiar os clubes nos seus respectivos campeonatos, a edilidade disponibiliza 800.000.00 aos clubes federadas de futebol 11 (Beira Mar, Estrela dos Amadores, Barcelona, Real Júnior e Varandinha); 250.000.00 cada, à Escolas de Basquetebol Graciosa, à Escola de Andebol Fidjus di Tabanka, à Escola de Voleibol Graciosa; 125.000.00 à Escola de Basquetebol Tabanka. Acrescem-se a estes subsídios aos clubes, também os subsídios financeiros mensais atribuídos, aos monitores da Escola de Basquetebol Graciosa, daEscola de Andebol Graciosa, da Escola de AndebolFidjus de Tabanka, da Escola de Futebol de Châo Bom, entre outros apoios e parcerias concedidos pontualmente aos grupos desportivos do município, para a realização das suas actividades.


Por
José Soares
Vereador de Câmara Municipal do Tarrafal de Santiago

Distribuição de Pelouros da Nova Equipa Camararia  Tarrafal Santiago
1 – Gestão Territorial, Urbanismo e Obras- Ricardo Rodrigues
2- Desenvolvimento Economico e social – Júlia Veiga
3- Meio Ambiente Saneamento Agua e Saúde- João Soares
4- Cultura, Desporto e Proteção Social – Inácio Borges
5- Admistraçao Financeiro e Património- Presidente “ José Pedro Soares”
6- Cooperação, Turismo e Promoção do Concelho- José Soares Tavares

opinião de Djy Indiferente:
Seja Feita a VOssa Vontade e Esforço da Nova Equipa CAmararia...NSa ta Pusta Na SEnhoras e Senhores Ki sta Na Kel Lista La ...Força Pa Ki tudo Core Dreto e Rumo a Futuro di Bom e Di Melhor..Nta Agradece Ku un Enorme Carinho KEs Ex Elemento ki sa Desenpenhaba kes Funçon Indikado a Sima..Pa SEs Contributu pa PAtrimonio e Non Sô pa Nome Di Nos Tarrafal e Di Tudo Esforço e Recaida ki Houve Como Dja Nu Sabi Nos No Ka Perfeito e Nos Nu Ka ta Consigui agrada Tudo ALguen DI manera Ke ta Kre Ou Di Manera Ke ta SPera...BOm Parabens Mas Un BEs pa Trabadju Ki Nhos FAse E Pa Ki Novo equipa Ki Sta DA Continuidade a Guia Nos Cidade nos Zonas nos Vila Nos Beku e Nos cobon.. Na BAse Di Profissionalismo Pesoal, Academico, Profissional, Cultural e Social Djundo Di Povo ..Força Tarrafal.......By "Djy Indiferente"

Entrevista: José Soares - Vereador Câmara Municipal do Tarrafal (Perguntas e Respostas)
1- Kuze sa ta kontisi ku kel spasu grandi na traz di Merkadu di Peixe velhu, na beira-mar? Fladu ma nhos kre poi kampu di Tennis (?????!) y dja-n obi ma nhos kre poi area la pa algem podi usa spasu pa Volley, Futebol etc. Kual planu nhos tem aktualimenti?
Christian Fu Mueller

Js – Quel espaço la, é mas um de quês muito espaço qui felizmente existe na Tarrafal, e qui sata spera investimento privado ou público pa melhoris dias. Si nhu conchi na Cabo Verdi ou na algum país, alguém qui crê investi e colabora na desenvolvimento e não na exploração di Cabo Verde, Santiago e Tarrafal, em concreto, nhu encaminha pa Câmara, qui nu ta agradece. Fladu fla, cima criolo di nôs terra ta flá, ca ta screvi. Por isso, quenha qui fla, quim ta julga mé ca câmara, ta responsabiliza pa o qui é fla. Câmara como instituição cu condutas e regras, oras qui fla cussa, é ta pol na papel, ou seja, na si plano anual di actividades. Em geito de consedju, sempre qui nu tem dúvidas do géneros, nu pergunta pa nu ca cria e fica cu minhoca na nôs cabeça durante muito tempo. Parabéns Tarrafal Vinte Um. Dês forma li, ao menos, fladu fla ta parti um cucinha.

2- Tarrafal sendo um conselho undi ki maioria de jovens ta pratica desporto, pamodi ki camara nunka (pa kel kin sabi) inviste forti na desporto? y kel polivalente bedjo pamdi ki nhos ka ta fazel um pavilion o algo midjor di ki sima e sta? Rito Decarvalho

Js- Sr. Rito, antis disso, era bom qui nu desenvolvi conceito de investimento pa nu podi fassi um pergunta concreto e tem um resposta coerente. No entanto, pam tenta djuda, horas qui logo bu fla “maioria de Jovens ta pratica desporto”, nta pergunta na undi qui ês ta pratica desporto? Será qui é na ribeira ou na strada alcatrado? Talvez debi ser na alguns investimento qui CMT ta fassi, dento di si limitação. Investimento de CMT na Desporto é superior a qualquer Câmara Municipal de Santiago, quer a nível de incentivos e promoção, quer a nível de investimentos em obras. Nta remeteu pa consulta de relatório de actividades de CMT e pa si plano de Actividades, e depôs pa compara cu outros municípios bu ta tem um resposta claro qui també ta sirvi pa djuda otus leitores. Se calhar, nta julga, ma bu visão de Tarrafal é infelizmente, diferente de di meu e de quenha qui tem visão de Tarrafal, sendo um consedju cu 23 zonas, cerca de 22 mil habitanti, e 68% jovem e desempregado e qui ta bai de Achada Tenda até Achada Meio. Horas qui nu ta fala de Polivalente Bedju, já ta revela um pouco de falta de conhecimento e noção de Tarrafal, qui munti di nôs ainda nu tem. Mas isso é problema se sistema e preconceito e só tempo ta danu razão. Nu consulta artigo Desporto no concelho di Tarrafal, publicado recentemente na jornal Liberal online e comentários a volta disso, qui no fundo ta resolvi e respondi alguns de quês inquietações e dúvidas.


3- Ki objetivos CMT tem pa manda studantes pa curso medio? E ki proveito Tarrafal consige na kel td anos li na manda studantes pa curso medio? Loff Barbosa

Js- Na tudo parti de mundo formação profissional ou curso médio tem um mesmo objectivo. É queli també, qui é objectivo de CMT. Curso médio, é motor desenvolvimento de qualquer país. Quenha qui ca apusta na formação profissional ca ta almeja desenvolvimento de progresso. È basta consulta história di quês país qui valoriza e aproveita formação profissional, nu ta tra nôs conclusão e sem pressipita. Mas no entanto, pam tenta djuda, ncria resumi curso médio na seguintes palavras: Formação, conhecimento, profissionalismo, emprego, auto-emprego, aculturação, partilha de experiências, etc. Em relação a proveito é qui cu formação profissional, Tarrafal ta dexa de ter menos jovens desempregado e sem oportunidade de continua si studus na Cabo Verde, undi formação é só pa quenha qui pode e não pa quenha qui crê. Mas ainda, ês proveito li, é ca pa CMT, mas é pa Tarrafal, é pa cada Famílias, é pa mundo inteiro, qui mas cedo ou mas tarde ta teni um fidju ou quadro e qui djunto cu poderes públicos e privado ta leba desenvolvimento de planeta. Cu conhecimento de causa, retorno de formação profissional é ca emidiato. Nu da tempo nu ta odja. Dez anu é tempo de espera retorno, si nu atcha ma nau, nu odja proveito na Maria Fernanda, na Leandra, na Betina, na Dilma, na Solange, na Tchu, na nha Branca, na Neck, na Sónia, quim desde já nta pedis desculpa pa ter referido sês nomi li.



4- nkre sab quando ki CMT d tarrafal ta da jovens aportudunidade sima kesloto lugar? e pa quando mercado frente praça ta funciona? pa actividade...
Danny Carvalho

Js- Qui oportunidadi si referi? Assi ta torna difícil respondi. Mas contudo, oportunidade de CMT sta espelhado na si plano de actividades. Um di quês dja sta referido na pergunta anterior, sobre formação, e na si potencialidade, enquanto município ainda “Virgem” pa investimento de Jovens, e també na si limitações, sem parceria do poder central para investimento, principalmente na vias de circulação e penetração, na turismo, na pesca, na agricultura, na formação e na emprego. Mas também jovens ca tem qui cruza mó ta spera pa CMt ou pa otus instituição. Alias, estudo ta fla ma si na merca cada pessoa ta pergunta cussé qui é podi fassi pa desenvolvi merca, na cabo verde alguém ta cruza mó ta spera pa stado e na tarrafal isso já é exemplo claro. Jóvem de tarrafal tem qui dexa de lamenta pa passa ta ser empreendedor e persistente. Contudo, Si nu atcha ma oportunidade é emprego e formação, queli é ca dever de municípios, mas sim de stado, mas sempre cu parceria di municípios. Em relação a MMAC-T, como nu sabi é funciona durante alguns tempo. Foi concertado ma era melhor fitcha pa abri só depôs de si inauguração, qui staba marcado pa dia 21 de Junho, já cu placa de inauguração feito e convite enviados, mas infelizmente, foi cancelado tendo em conta agenda de Governo. Depôs de vários tentativa pa parti de CMT é ta passa ta funciona a partir de agora, mediante regras claras, objectivos estipulados e contratos feitos, enquanto nu ta spera governo pa marca e confirma data. Já agora nu consulta Brochura do MMAC- T.

5- O Pelouro do Desporto tem a noção de quão importante seria um mínimo de investimento nos desportos náuticos no nosso concelho? O quê que se faz ou que já foi feito nesse aspecto?

Tivvy Loff Barbosa
Js- Claro qui sim. Se não fosse a câmara não o teria posto no seu plano de actividades. Sempre que for necessário e solicitado a CMT tem incentivado à prática e a promoção da modalidade. Devemos realçar que o mar é uma dádiva de Deus que devemos aproveitar e valorizar. Ele veio ao nosso encontro e devemos abraçá-lo. No entanto realço que a organização e formação é importante para qualquer grupo, instituições, empresas, e pessoas. Se calhar aos desportistas dessas modalidades faltam-lhes melhor organização e determinação, quer seja dentro, quer seja fora do grupo, antes de quaisquer outros investimentos. A Participações dos desportistas desta modalidade, nas demonstrações e campeonatos municipais, regionais e nacionais, até a data só foram possíveis graças á CMT. Eles que confirmem. Este facto, não acontece nas outras paragens, onde nem se quer os municípios envolvem.


6- O Ex-Campo de Concentração do Tarrafal, é património municipal, nacional, nacional e municipal ... ? Se tiver, que poderes de gestão a Câmara tem sobre o monumento?
Tivvy Loff Barbosa
Js- Infelizmente é nacional e que nem se quer a Câmara é tida e chamada, embora com vontade e com recursos humanos e qualificados para tal. CMT não tem nenhum poder sobre o monumento. A sua gestão é feita pelo IIPC do Ministério de Cultura.

7- E o nosso festeveja? ... foi o regime da contenção de despesa quem o "stopiou" ou por uma outra razão não canta mais? Que justificação ?
Js- Revelo dificuldades em perceber algumas perguntas. Esta é uma delas. Mas vou tentar ajudar a ser mais claro. Entendo que se refere ao festival de verão na praia de mar. Se for, infelizmente foi um passado que também desconheço e nunca vivi, visto na altura encontrava-me em Portugal, na formação, como bem sabeis. No entanto, não tenho dúvidas que o festival não traga mais empregos, mais visitantes, mais dormidas, em fim, mais e melhor circulação de bens e serviços, mas infelizmente, devo dizer que a atenção do parceiro mudou. Deve ter optado por Gamboa, S. Francisco e mesmo Rincão, tendo em conta a estrada asfaltado e de melhor circulação. Muda-se os tempos e muda-se as vontades e espaço. Só a CMT mesmo que queira, não consegue suportar os custos de dois festivais no ano. Já agora deixo o desafio ao grupo para que juntos possamos encontrar e conquistar novos parceiros para financiar e apoiar na realização do festival de verão e de outras acções da CMT. Tarrafal é sem dúvida, o único município que poderia realizar dois grandes festivais (Sto Amaro Abade, um dos melhores de Cavo Verde, e Verão, realizada na melhor Praia de Santiago) se tivesse parceria público e privado para o efeito, mas infelizmente, por falta disso, não pode assumir esta responsabilidade. Não é só de festival que se vive e não é só disso que os jovens precisam para serem felizes.
Tivvy Loff Barbosa

8- Quantos vereadores tem CMT?
Anilton Levy
Js- A CMT tem seis vereadores
José Pedro – Água, Meio Ambiente, Saneamento e Saúde - Profissionalizado
Austelino – Urbanismo, infraestruturas Municipais e Habitação – Profissionalizado
Nair – Desenvolvimento social e económico - Profissionalizado
Soares – Cultura, Desportos e Promoção do concelho - profissionalizado
Júlia Veiga – Segurança e Protecção civil - não profissionalizado
Domingos – não profissionalizado e sem pasta
João Domingos – Presidente e com área das finanças e administração

9- é verdade ha tempos antes de entra na quintal de cinema pa fazeba nha treno de capoeira n ta passaba pa kel espaço de mantutenção fisica e ta staba txeu alguém la ta trenaba e gosi é sta fixado.nta kre sabi pamodi?
Zemas Semedo

Js- Parqui de manutenção física sta aberto das 05:30mn – às 22:00. Existe um horário de funcionamento. Si pa um bes é estiver fechado, pa manutenção ou outras razões qualquer, é basta contacta vigilantis, qui sta la ao pé, Sr. Carlinhos ou monitor de Parque, Sr. Tongo. Já agora nta dexa desafio e a jeito de inquérito, nta pergunta quantos jovens de Tarrafal Vinte Um quis ta na Tarrafal ou amigos, dja usa quel parqui la. El é de graça e é pa incentiva desporto. Queli, já agora, é mas um prova qui tarrafal ta investi na disporto.

10- O que esse pelouro vem fazendo para atrair turistas e visitantes? Que actividades foram realizadas nos ultimos 3 meses e que meios de divulgação foram utilizadas? As actividades realizadas correspoderam ás expectativas do Pelouro? Conseguiram atrair o publico alvo que justificasse a realização de tais actividades?
Eunice Helena Mendes Landim

Js- Divulgar o concelho nos meios de comunicação social: Televisão do Estado, quando apareçam; Site e revista da CMT; Jornais online; Rádios; terreno a custo reduzido para investimento turístico; abertura do MMAC-T e suas dependências, particularmente o Posto de Informação Turístico; Brochura e produções de CAO; participação nas feiras regionais e nacionais, etc. Para além disso também, refere-se às actividades, a título de exemplo: Festas do Município e de Romarias, Mata Galo, Carnaval, fórum, etc. Devo dizer que as actividades sempre correspondem as expectativas do Pelouro. Alias, é a nossa missão, em sintonia com os parceiros programar a realização das actividades para o público municipal, que vai de Achada tenda a Achada Meio, mas também, para os visitantes do planeta que queiram visitar e participar.

11- Há um plano de actividades que é colocado em prática por alguns meses, ou é durante o ano
Rosindo Cardoso

Js- Como estudiosos que somos e futuros dirigentes deste país, devemos saber ou deveríamos tentar saber que, á partida as instituições públicas e privadas, neste caso concreto em Cabo Verde, a título de exemplo, o Governo, os Municípios, as empresas, as associações, ou grupos, têm por dever, e é da lei, elaborar um plano anual de actividades, para ser executado ou materializado durante um determinado ano económico, dependendo é claro, das condições económicas mundial ,regional ou municipal. Um plano é uma intenção e nunca um facto consumado e materializáveis. Ou seja, pode-se elaborar um plano para ser executado durante um determinado ano económico, e por razões várias, algumas já expressas, não for executado.

“ A Cidadania conquista-se e ganha-se com o diálogo e parceria entre as instituições e os cidadãos”

O Vereador,
José Soares
Tarrafal, aos 20 de Junho de 2011

Por: Tarrafal 21

“TARRAFAL NUNCA MAIS… 58 ANOS DEPOIS”



Foi com o despertar da Segunda Guerra Mundial e com as suas consequências, que Salazar se sentiu obrigado a ir diminuindo de um modo geral a repressão no ex-Campo de Concentração do Tarrafal. Recorda-se que nessa altura, a conjuntura internacional, depois da segunda grande guerra, estava traçada e desenhada de seguinte forma: os americanos já estavam no Norte de África. Em Fevereiro de 1943 o Exército Vermelho já proclamava a vitória em Estalinegrado. Em Setembro os alemães foram expulsos pelos ingleses e americanos da África. Foi nessa altura que surgiram os primeiros rumores de que os reclusos do Tarrafal iriam ser postos em liberdade, acreditando-se seriamente que o Tarrafal iria ser encerrado.
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Em Janeiro de 1944, e como que justificando o boato, foram postos em liberdade os alemães Willy e Fred, o polaco, Israelvski, o italiano Bartolini, o ex-agente da PIDE António Augusto Pires, o médico Ferreira da Costa, e ainda Cândido de Oliveira, António Guerra, e outros mais. A partir dessa data, passou a ser autorizada por parte do Director, o capitão Filipe de barros, que os reclusos recebessem alguns jornais, tais como: o Século, o Diário de Notícias, o Primeiro de Janeiro, o Diário Popular, o Diário de Lisboa, etc. A partir de 1945, com a chegada do novo Director, David Prates da Silva, substituindo, Filipe de Barros, e com o Campo a queimar os últimos cartuchos como espaço de repressão, o quotidiano dos reclusos melhorou consideravelmente. O Rancho e a água apresentavam uma melhor qualidade, os reclusos tinham como actividades somente aqueles que eram mínimas para o funcionamento da prisão, Aliás, nessa altura já tinha desaparecido a Brigada Brava, a Frigideira. A 08 de Outubro de 1945, criou-se em Portugal, o Movimento da Unidade Democrática, que tinha como finalidade a luta contra o regime salazarista, o que para os reclusos do Tarrafal seria um sinal claro de que a luta contra o Fascismo se fazia de forma generalizada. Por um lado, a situação interna em Portugal, caracterizada por uma agitação social e a acção do Movimento de Unidade Democrática, e por outro lado, a vitória das democracias sobre o nazismo, foram momentos cruciais para que Salazar moderasse a repressão adoptando uma atitude mais ou menos consequente face aos compromissos assumidos perante as democracias ocidentais. Em Portugal, de Minho ao Algarve se falava do Tarrafal. Também a nível internacional havia uma voz solidária de países tais como a Inglaterra, o Brasil, a França, e outros países da América Latina que se manifestavam contra a existência dessa prisão.

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Como estratégia política utilizou Salazar a promessa da realização de eleições livres a exemplo do que se passava, por exemplo na Inglaterra, e pela primeira vez, através da Emissora Nacional, e pela voz de António Ferro, então secretário de informação de Salazar, se afirmou que em Portugal não existiam presos Políticos. Tal notícias, como é de prever, deixou os reclusos no Tarrafal completamente atónicos. As pressões sofridas sobre política salazarista foram tão grandes que levaram a que em Fevereiro de 1945 fossem libertos cerca de cinquenta reclusos. Em Outubro de 1945, foi decretado uma amnistia para outros cento e dez presos do Tarrafal. E a partir dessa altura, o Campo, passou a funcionar, somente com quarenta reclusos, que não tinham sido abrangidos pela Amnistia. Depois de duas décadas de tortura mental, o Campo de Concentração do Tarrafal fechou a suas portas, a 26 de Janeiro de 1954, e com a saída o último preso, de Francisco Miguel, este que foi transferido para a prisão de Caxias em 31 de Janeiro de 1954. Entretanto, só com o Decreto - Lei número 40:675, de 7 de Julho de 1956, foi encerrado legalmente.


Elaborado por JOSÉ SOARES
fonte: liberal


Convite

José Soares, actual Vereador da Cultura, Desportos e Promoção do Concelho da Câmara Municipal do Tarrafal de Santiago, convida a todos os Amigos, Militantes e Simpatizantes do MPD e do Tarrafal, para um encontro de socialização e manifestação da sua disponibilidade em liderar o processo Autárquico no Tarrafal, caso o actual presidente João Domingos Correia não estiver disponível para mais um mandato, e se tiver o apoio do seu partido e das suas gentes. O Encontro terá lugar, no próximo Domingo, dia 29 de Janeiro, pelas 11:30mn, depois da Missa, com concentração na Praça da Vila - Frente a Câmara Municipal do Tarrafal – Ponto de Venda da Tmais.
A sua presença é fundamental! Apareça e leva um Amigo(a)


Texto: JOSÉ SOARES


JOSÉ SOARES AVANÇA NO TARRAFAL
Se o actual edil não quiser continuar, o jovem vereador está disponível para encabeçar a lista do MpD. E as sondagens, nesse cenário, dão um sinal claro de ser ele o preferido dos tarrafalenses
 Praia, 3 de Janeiro 2012 – Se João Domingos Correia não avançar para concorrer a novo mandato à frente dos destinos da Câmara Municipal do Tarrafal de Santiago, José Soares, que ali ocupa as funções de vereador da Cultura, Desportos e Promoção do Concelho, está disposto a encabeçar a lista do Movimento para a Democracia (MpD).

Ressalvando que “João Domingos Correia é o meu presidente”, o vereador ventoinha considera o edil “a melhor pessoa para conduzir os destinos de Tarrafal” e adianta que “só serei candidato se contar com o apoio do meu presidente, do meu partido e das minhas gentes, que são todos os homens e mulheres do nosso concelho que trabalham de sol a sol para engrandecer o futuro dos nossos filhos”.
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